Elcely Soares Dourado
Autora de O Amor Ensina – Parte I.
Memórias de Paulo Meneses para seu filho, Paulinho e sua neta, Paola
O AMOR ENSINA
PARA MINHA FAMÍLIA
DOURADO & TOLEDO

Histórias e fatos reais sobre a família Dourado&Toledo
“O objetivo da formação do grupo familiar é a educação juntamente com outros fatores como: amor, atenção, compreensão, coerência e sobretudo o respeito à
individualidade de todos por todos nesta sagrada instituição: Família”.
Por: Euckaris Guimarães Mendes
Parte II
O AMOR ENSINA
PARA MINHA FAMÍLIA,
DOURADO & TOLEDO
Filhos: Paulinho, Larissa e Letícia
Nora: Larissa
Genro: André
Netos: Lucas, Luíza, João Guilherme e Paola
Meus agradecimentos
Escreví esta obra com a ajuda dos meus guardados, que estavam na caixa de lembranças diretamente do túnel do tempo. Revê-las me ajudou a relembrar coisas incríveis da minha vida e da família.
É uma vida, em que aconteceram de tudo: Amor, desamor, felicidade, infelicidade, alegrias, tristezas, decepções, mas não esquecendo que tudo é real, nada de ficção. Tudo que aconteceu e ainda vai acontecer, que nos sirva de lição, para nossa evolução nessa escala da vida. Sonhos retratados que são lembranças de vidas passadas.
Nas últimas páginas, coloquei fotos, tanto antigas como recentes.
Essas fotos ajudaram muito a remontar minha história de vida com meus filhos e agora com netos. Foram flashs, que lembrei ao escrever este livro.
Sempre que se termina um livro, isso dá lugar a tamanha sensação de gratidão, que dizer simplesmente obrigada, soa inadequado.
Quem me incentivou muito a escrever , foi a amiga, Maria Thereza Schittini, agradeço à ela tamanha dedicação e amor pela minha família.

Maria Thereza Schittini e Elcely
Ao iniciar este livro. Não tinha nada disso na minha cabeça, pois no momento passava por uma crise imensa de desamparo, de desamor, de falta de carinho, de tristezas, enfim, a produção desta obra, veio acalentar meu pobre coração. E as pessoas que participaram desta obra, perceberam que são pessoas especiais e como é enorme minha gratidão.
Revelo desde já, hoje, novembro de 2011, passei por várias etapas para chegar nessa página, “terminei o livro”. E antes de decididamente terminar este livro, tenho algo para lhes falar:
Hoje, partilho esta experiência com você, para que muitos outros possam entender. Temos nossos problemas, preocupações, frustrações, perda, fracassos e reclamamos, murmuramos e o mistério está realmente aí: Hoje, dia 01 de novembro de 2011, minha nora, Larissa, foi operada de um câncer no seio e sua cirurgia foi um sucesso. Revelando que Deus nos atendeu em nossas orações.
Obrigada o meu Senhor !
Conheça um pouco de mim

Sou descaradamente leonina, do dia 21 de agosto, romântica, sonhadora, espírito brincalhão, mas sempre levei à sério minha vida, e toda essa seriedade devo a minha lua em virgem, na 10ª casa astrológica, com o sol em leão lá em cima na 9ª casa astrológica em conjunção com mercúrio e plutão, dois planetas que ao se juntarem ao rei sol, caracteriza uma pessoa que se conservará com a mente jovem de uma eterna estudante, que não tem nada para esconder, porque fala tudo que pensa e neste momento tudo pode acontecer... Com um mero detalhe: a 7ª casa no signo de gêmeos, que é a casa da parceria e seu regente mercúrio lá na 9ª casa, que tal um parceiro que seja um estranho no ninho, pergunto e eu mesma dou a resposta. Dois maridos, dois sócios e acaba ficando sem nenhum... Chega, já experimentei e não gostei, por causa dessas experiências mal vividas, decidi que serei comprometida comigo mesma, é bem melhor, pois não preciso dar satisfações para ninguém de minha vida. E tem mais, com o ascendente em sagitário, um signo que me deixa totalmente livre, meio riponga, mas nunca esquecendo o lado chique de viver. Por ser uma leonina, adoro estar em cima do palco e não gosto de dividir com ninguém meu brilho, egoísta aos extremos, mas o tempo se encarrega de ir diminuindo essas energias pesadas e aos poucos, porque O AMOR ENSINA, vai aprendendo a compartilhar seu estrelado com filhos, netos e outros que fazem parte de sua vida.
Nunca fiz uma mini-biografia, mas neste livro, vocês, caros leitores, conhecerão uma Elcely de antes e agora.
Fui apaixonadamente casada por 2 vezes, está ai a 7ª casa astrológica confirmando essa previsão...
A primeira vez que casei, teve a duração de somente 6 meses de união e fiquei viúva com um filho que é a minha vida.
A segunda vez, por longos e temerosos 27 anos e hoje 2011, sou divorciada.
Tenho atualmente 59 anos de idade, três filhos e 4 netos.
Fiz graduação em Pedagogia e Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica. Não atuo nessa profissão, porque prefiro escrever, foi algo que descobri e pretendo continuar assim. Uma escritora da vida real, com sonhos, pesadelos e realidades, memórias, relatos e assim em diante o que vier.
Aprendi a falar muito cedo, aos nove meses já articulava e gesticulava o que queria que me entendessem. Assim diz minha mãe.
Como uma boa paraense, que nasceu na cidade de Santarém-Pá, sinto saudades da minha terra, das águas dos rios Tapajós e Amazonas. Dos finais de semana nas praias, dos finais de tarde na pracinha da cidade, onde se reúnem para encontros combinados ou não.
Orla de santaré-Pá – Ano de 2011.

Atualmente existe uma orla maravilhosa, onde nas cheias dos rios, podemos pescar e sentir a brisa dos ventos. E na sêca, é quando as praias aparecem, lindas e florescentes, podemos curtir a paisagem maravilhosa, vendo os navios e embarcações navegarem para lá e pra cá.
Vem na minha memória o gosto do pato no tucupi, da pupunha, do avium, do tucunaré na brasa, regado com manteiga e farofa, do açaí puro sem misturas, enfim, são tantas iguarias que aqui não daria espaço para tanta coisa gostosa.
Sou alucinada por um bom livro e quando vou à uma livraria, só saio de lá com um nas mãos. Mas tenho o péssimo hábito de ler a última página do livro, quero logo ver o final e depois começo a ler naturalmente como um ser humano normal. Verdade.
Não tenho pseudônimo, uso meu nome verdadeiro, Elcely Soares Dourado.
Tenho paixão por tudo que é bom, caro e bonito, meus olhos são atraídos pelo que é mais caro e nem sempre estão ao meu alcance, mas olhar e desejar não é pecado, desde que não seja de outro. Adoro uma boa maquiagem, sapatos confortáveis e de pelica e só compro um sapato, depois de colocar a mão por dentro dele, se eu gostar e sentir maciez eu experimento e nunca errei com essa atitude. Geralmente esse sapato eu levo para casa. Gosto e uso perfumes adocicados, leves e com cheiro de fruta da mesma fragâncias, mas que sejam suaves, porque não economizo ao usá-los. Perfumes e cremes, minha pele clara, agradece.
Meus cabelos naturais, são negros e durante 40 anos foram longos e lisos naturalmente. Hoje são mais curtos a altura do pescoço, desde então eles ficaram 70% brancos, isso aconteceu depois de um grande susto que levei ao descobrir que era muito mais pobre financeiramente, do que imaginava, era palpérrima e não sabia. Alguém lembra: de uma rainha que foi condenada a guilhotina e dormiu na última noite antes de ser guilhotinada, com cabelos naturais e acordou com as madeixas totalmente brancas, ou seja, 100% brancos. E tem mais, quem me condenou a pobreza material, financeira, é uma pessoa infartada e com risco de ter uma morte súbita. Mas Deus não permitirá que isso aconteça, pelo menos enquanto eu viver.
Eu não sou bailarina, mas adoro um pé de valsas, infelizmente meu par ainda não nasceu ou já morreu antes de mim.
Terminando um pouco sobre mim, estudo a vida espiritual porque através desses estudos, as portas se abriram para o meu presente e futuro, derrotando o conceito de que a morte é o fim !
Aprendi que na verdade, a vida é muito simples. O que damos, recebemos cedo ou tarde um dia o receberemos em dobro. O que pensamos sobre nós, torna-se verdade para nós. E para nos libertarmos do passado, devemos estar dispostos a perdoar.
Aprendí a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam, quando me ferem com palavras ásperas e impensadas. É muito difícil, mas estou aprendendo.
Eu encaro os espinhos que aparecem em meu destino, mas não permito que as feridas causadas algemem o meu espírito ao sofrimento, eu sinto que meu Deus vem ao meu encontro de braços abertos e com o seu amor, aliviar as minhas dores.
Eu vou adiante, faço do ambiente onde me encontro, um pedaço do céu, crio asas e vou ao encontro da Providência Divina, eu me reergo toda vez que vou ao chão, não abandono a esperança nem a fé, compartilho a alegria com quem encontrar, semeio o Amor Divino e sempre encontro flores no caminho que tiver que trilhar.
Eu não desisto, porque sei que sozinha, jamais estarei...
Eu reconheço meus erros cometidos, por isso resolvi escrever este livro: para não perder tempo remoendo o passado, sei que há muito a ser feito, então busco pelo caminho de renovação, reescrevendo as páginas de minha vida.
Minha amiga, Maria Thereza Schittini, fala que; “Sou como o orixá, Iansã,” sai das tempestades como se nada tivesse acontecido, é como a música: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima
Aprendi que realmente, somente O AMOR ENSINA e nessa magia do amor, vou partilhar com vocês, leitores.
Autora: Elcely Soares Dourado
1. Quando chegou a minha hora de voltar – Revelação !
Numa tarde como outra qualquer, esávamos no meu quarto e eu sentada na mesa do meu notbook, Larissa e Paulinho (meus filhos), na cama atrás de mim, quando vi uma sombra do meu lado direito, a sombra de uma pessoa do sexo masculino, um senhor de aparência muito tranqüila e me falou ao ouvido; as seguintes palavras: “Esteja ciente de tudo que vou te falar agora; você vai nascer numa família humilde, mas muito honrada, inclusive tem um elemento familiar muito importante que é kardecista à muitos anos. Esse será seu pai, no plano físico, vocês serão bons companheiros e muito parecidos, tanto físicamente, mentalmente e psicológicamente, porque já reencarnaram muitas vezes juntos. Portanto siga seus passos. Sua mãe do plano físico, será uma pessoa, muito apegada a você, mas de maneira egoísta e ela terá de trabalhar essa obsessão em cima de você. Será a Primogênita dessa família. Será muito amada e feliz por algum tempo com uma infância muito feliz junto de seus outros irmãos. Vários amigos, farão parte do seu ciclo de amizades, mas será bom que não confie em todos. Ate seus 16 anos, conhecerá um jovem que já se conheceram em vidas passadas, um amor para matar as saudades, mas você jamais o esquecerá.
E assim passarão alguns anos em que viverá no plano terrestre as suas provas cármicas.
Conhecerá um jovem de outra cidade; casará com ele e terá um filho homem que vai ser para vocês cumprirem seus carmas. Infelizmente ele permanecerá por pouco tempo na terra, depois do casamento, tão pouco que não vai ver o filho nascer. Seu filho, nascerá forte e saudável lhe dando muitas alegrias, mas também, você precisará ter muito cuidado com os caminhos que ele irá percorrer, serão bastante nebulosos e com muitas armadilhas. Tudo por falta de apoio paterno que será seu Carma.
Dessa nova união, essa sim é o seu carma que irá resgatar e tentar recuperar o tempo perdido de outras vidas. Nascerão duas meninas, muito unidas, amadas, companheiras, e sentirão todas as dores que a vida impôs a esse meio-irmão. Infelizmente nem tudo serão flores na vida de vocês. Tudo vai indicar que sim, mas na verdade é somente uma capa bem iluminada para os outros enxergarem, sentirem inveja e quererem a vida de vocês para eles. É nesse momento que vocês devem deixar todo o orgulho de lado, serem humildes, ajudarem o próximo. Porque o que virá depois, serão momentos muito mais difíceis e nebulosos para a vida de vocês todos. Se você está ciente e aceita retornar ? Responda sim ou não ? Eu respondi, sim !
E naquele instante, acordei como se estivesse noutro lugar bem distante dalí. Levantei da cadeira e me sentei na cama e fiquei calada a pensar naquilo que eu ouvi, instantes antes.
Logo em seguida, voltei para o computador e fui ler aquilo que eu tinha escrito.
Resolvi editar logo nas primeiras páginas deste livro, para que você, caro leitor, entenda muita coisa do que vai ser escrito neste livro.
Desde pequena enxergava seres espirituais de várias formas, mas nunca falei nem para meu pai que era meu parceiro na espiritualidade e me abriu os caminhos da vida espiritual.
Hoje sei porque sou tão agitada, impaciente e nervosa. Mas aos poucos fui entendendo e me deixando ficar mais calma.
Saiba que: Cultivando-o nos sentimentos, adquire-se visão para penetrar no lado oculto ou sombrio das ocorrências e entusiasmo para não desfalecer ante os primeiros insucessos da marcha, prelúdio das vitórias futuras.
Quem não possui capacidade para sustentar com valor os embates malogrados, não tem condições para viver as grandes e decisórias batalhas.
Nota: Recebi essa mensagem e digitei. Meus amigos leitores, toda essa introdução, é mais ou menos uma preparação para que você no final dessa leitura, chegue à sua conclusão.
Elcely Soares Dourado
2. O meu carma familiar______Relatos de um sonho !
Eu sempre me perguntei: E quero entender o porquê de me dar bem com todas as pessoas e não ter tido um bom relacionamento com meu 2º e ex-marido. Já li e reli por várias vezes a frase de Chico Xavier a respeito dos relacionamentos familiares: “É nas famílias onde se reúnem os piores desafetos de vidas passadas. Em outras palavras, os membros de um grupo familiar se atraem na vida atual por afinidade cármica. Neste sentido, nunca tive desafetos com meus familiares, antes de casar pela segunda vez. Nós não caímos de pára-quedas em nossa família. Neste contexto, a família atende a uma finalidade clara que é conceder a todos na vida atual, uma oportunidade de repararem prejuízos causados no passado entre si, buscando a reconciliação. Desta forma, os dramas familiares representam uma oportunidade de aprendizagem para todos. Em contrapartida, há de se ressaltar que podemos nos reunir em nossa família também por simpatia. Aqui explica o porquê de nos darmos melhor, termos mais afinidade com um determinado parente. Muitas mães se sentem culpadas por terem preferência ou mais afinidade com um filho(a) em detrimento dos outros. Sofri e sofro com certos ciúmes entre meus filhos, tem momentos em que essa cobrança é muito forte e tenho a certeza que meu amor pelos três filhos é incondicional.
Há tempos, comecei a sonhar, repetidamente por várias noites seguidas, como se fosse a continuação de um filme.
Estou sendo torturada. Meus braços! Não consigo senti-los... Estou amarrada. Não consigo me mexer, alguém me tortura... É um homem, está atrás de mim. Logo eu reconheço esse homem, Meus Deus, é meu marido desta vida !
A dor passou. O meu corpo não responde. Eu sinto alívio. Eu morri. Dói muito!
Ainda sinto muita dor, embora esteja sonhando. É a mesma dor forte que sinto hoje quando tenho uma crise de enxaqueca. A dor é tão intensa que um dia cheguei a bater minha cabeça na parede de desespero, porque a dor não passava.
Voltando ao meu sonho; vejo muita gente no mercado. Vendo flores. Sou muito pobre, meus pais morreram. É uma vila, muitos barracos, muita gente, quase não tenho o que comer. Sou baixa, lembro muito a pessoa física que sou hoje, meus cabelos são compridos, presos por um lenço. Visto uma saia comprida. Vejo agora vários soldados. Usam um uniforme escuro, capacetes. Aprisionam muita gente e queimam suas casas. Eu fui para uma cela. Amarraram minhas mãos e as minhas pernas. Fico deitada numa mesa de pedra. Eles cospem em mim. Eu não entendo nada. Sinto muito medo. Eles foram embora e me deixam ali sozinha. Estou toda arrebentada. Passei muito tempo lá.
Depois desse sonho, nunca mais tive crises de enxaqueca, somente quando levo um susto muito grande, ou alguma decepção.
Aquela aversão, irritação e nojo pelo ex-marido desapareceram por completo. Antes, evitava ao máximo ficar junto dele. Quando ele ligava para mim, só de ouvir sua voz, ficava profundamente irritada. Agora quando ligo para o ex-marido. Não sinto nada do que sentia antes. Pelo contrário, fico até feliz porque estou bem e ele também parece estar bem.
“Prezado leitor:
Este livro, é baseado em fatos reais. Relatos de uma família que tinha tudo para serem felizes, mas com o decorrer do tempo e a falta de fé em Deus, abriu brechas para que alguns personagens dessa história se contaminasse e colocasse tudo à perder. O desamor, o desrespeito à família foi o maior responsável por essa separação entre pai e filhos. Busco ajuda de todos os lados, na psicologia, espiritualidade e outros...
Síndrome do pânico, inquietação, angústia, choro fácil (sem motivo aparente fobia, isto é, mal-estar em locais públicos (cinema, shopping, shows, instabilidade de humor (humor extremado), costumam ser os sintomas clássicos de um médium em desequilíbrio. Mas, por quê.? Pelo que tenho vivido últimamente, ou seja, últimos 20 anos de minha vida tenho estudado muito sobre o assunto. São dois os fatores que causam esses transtornos:
1) Assédio espiritual: por conta dos canais mediúnicos abertos, esses médiuns são constantemente atacados por seres das trevas sejam obsessores espirituais (desafetos do passado do paciente, em que foram prejudicados pelo mesmo e, com isso, buscam prejudicá-lo e, movidos à ódio e vingança, querem acertar as contas) ou espíritos oportunistas, que querem um auxílio, um amparo espiritual.
2) Não cumprimento do acordo feito no astral: por terem prejudicado e gerado muito sofrimento às pessoas em existências passadas; para repararem esse erro, no astral, firmaram juntos com os seus mentores espirituais um acordo, um compromisso de trabalho espiritual como médiuns ao reencarnarem nesta vida terrena seja em incorporação, ou mesmo em cura, através da imposição das mãos, ajudando os necessitados. No entanto, por indulgência, rebeldia, teimosia, imaturidade espiritual, falta de esclarecimento, preconceito, receio de assumirem responsabilidade como médiuns, ignoram, negam ou fogem dos trabalhos mediúnicos nos centros espíritas Kardecistas, Umbandistas, etc. Preferem, portanto, o caminho da dor, do sofrimento, em vez de seguirem o caminho do amor, da boa vontade, exercendo a mediunidade no auxílio ao próximo.
Tudo isso ouvi de uma Senhora, que é a administradora do Centro. Infelizmente, é nessa condição que a maioria das pessoas médiuns procuram ajuda espiritual. Recordo-me de que procurei ajuda porque sentia que estava perdendo a audição, e na minha família é comum esse problema genético. Clínicamente, os exames feitos pelos médicos não acusaram nenhuma lesão ou quaisquer distúrbios orgânicos em meu aparelho auditivo.
Após alguns sonhos repetidos, foi-me mostrado uma; cena da vida pretérita, disseram-me que hoje minha cura auditiva dependia da cura dos necessitados, caso viesse a trabalhar no centro espírita. Ou seja, estava tendo novamente a oportunidade de exercer a minha mediunidade ouvindo, ajudando os mais necessitados, desta vez com interesse genuíno em ouví-los e ajudá-los de síndrome do pânico, angústia, inquietação, choros constantes sem motivo aparente, tudo por não estar exercendo a minha mediunidade, compromisso firmado com o meu mentor espiritual no astral. Esse é meu caso clínico. Compromisso espiritual com a mediunidade.
Mas algo me incomodava. Não consigia entender... é como se não quisesse ver. É uma coisa ruim, mas gostaria de ver. Eu me refiro ao que me faz sofrer, ao fato de eu ter essa angústia, inquietação e crises de pânico. Algo me diz que estou sendo rebelde com o compromisso que preciso assumir
Que compromisso? Meu trabalho mediúnico. Eu me comprometi antes de reencarnar, no astral, a fazer um trabalho espiritual, através de minha mediunidade.
Em ajudar às pessoas, tenho duvidado, não tenho confiado no poder de Deus. Eu tenho sido teimosa, não estou acreditando na importância de fazer esse trabalho para realmente ajudar as pessoas e também me ajudar. Em vez disso, prefiro me esconder, fugir dessa responsabilidade. Reconheço que tenho buscado bastante a fé através da prece e das leituras de literatura espiritual, mas entendo que se realmente quero demonstrar a fé em Deus, tenho que colocar em prática a minha mediunidade.
Pergunto que tipo de mediunidade preciso desenvolver . “É a mediunidade de cura, que tanto posso trabalhar em incorporação, bem como não incorporar, utilizando a cura através da imposição das mãos, orientada pelos meus guias espirituais”. Onde posso desenvolver esse trabalho mediúnico? “Afirmam que é na Umbanda. Por que na Umbanda? Pergunto novamente , “ele me esclarece que é por causa dos meus guias espirituais, isto é, os caboclos que me acompanham”. Diz ainda que na Umbanda o meu trabalho mediúnico irá fluir melhor... eu me recordo que me senti muito bem quando participei dos rituais de Umbanda, identifiquei-me com muita facilidade com os trabalhos da casa. É uma identificação de alma. Realmente me senti muito bem. Já vi um índio quando estava orando em meu quarto. Ele era lindo, forte, grande, e usava um cocar. Aliás, a minha descendência é indígena.
Dona Dulce, pede para que me firme cada vez mais em Deus, que continue orando, e de uma vez por todas inicie o mais rápido possível na Umbanda, pois já estou atrasada. Diz que o tempo urge, que não tenho mais que ficar adiando tudo, como venho fazendo. Diz ainda que muitos dos meus transtornos, as questões emocionais, ou seja, as crises de pânico, choro, angústia, inquietação, inclusive os relacionamentos afetivos mal-sucedidos, irão se resolver através dos meus trabalhos mediúnicos. Quando começar a cumprir a minha missão, Deus vai me dar muitas respostas e bênçãos. Devo colocar minha mediunidade a serviço da espiritualidade e que o resto virá como consequência. Sempre pensei que bastava ser uma pessoa boa, cumprir os meus deveres como filha, mãe e cidadã, mas que para mim isso não basta.
Esclarece que a cura que vou proporcionar através de minha mediunidade será a minha própria cura. Ela fez analogia, explica que “minha situação é como um a de um vaso que está com água suja, e as paredes estão com lodo”. Então, para que a água fique limpa, devo exercitar a bondade e o amor ao próximo, que respresentam a água limpa que vou despejar dentro do vaso”.
Ressalvo que, desde esse dia, muita coisa mudou na minha vida e para bem melhor.
Tudo que me angustiava, veio se esclarecendo e me deixando mais calma.
Ate´minha casa tinha a aura cinza, hoje a enxergo, clarinha e brilhante. Olho para a vida de outra maneira e peço à Deus que a conserve assim.
Capítulo I.
a) E assim aconteceu, com a ajuda a magia do Amor Ensina
Relatos reais, de uma família, que sofreram com as injustiças que a vida lhes impôs. Mas aos poucos foram amadurecendo, buscando ajuda espiritual e conseguiram continuar unidos, na alegria e no sofrimento, mesmo sentindo a falta de um pai que nunca os perdoou por ficarem do lado da mãe.
“Eu já ouvi falar, que toda história tem dois lados da verdade, essa é a minha verdade e lamento muito se vai decepcionar quem esperava o contrário”.
Este livro conduzirá você por uma viagem especial ao redor de uma família que viveu momentos bons, outros conflitantes e momentos totalmente desnecessárias, caso houvesse discernimento entre o certo e o errado por alguns personagens desta históra.
b) Eu te conheci e você me conheceu assim: com um bebê no colo.
Uma bela e encantadora história de amor, que tinha tudo para dar certo, uma família linda e simplesmente acabou. Começou em Santarém-Pá. Foi lá que toda essa história se iniciou, quando eu ainda sofria a perda de meu primeiro marido, mas toda pessoa que foi feliz, quer ser feliz novamente e foi nessa busca que te encontrei, José Toledo Filho.

Tudo começou no dia do aniversário da Andrea, filha de nossos compadres, Delma e Wilson, no dia 13 e maio, 7 dias depois do Paulinho completar seu 1º aninho. Ano em que o conheci, 1976, e por ele fiquei encantada. E sabem porquê? Porque, quem beija meu filho, minha boca adoça. E nesse embalo de aniversário, corre para cá, corre para lá atrás de criança que mal começou a andar. Eu fui pegar uma chupeta na bolsa, quando voltei vi uma pessoa do sexo masculinho, colocando a chupeta que tinha caído no chão, colocando na boca do Paulinho.
Quase tive um piriri, como dizem os goianos. Parei e fiquei feito estátua, observando ele fazer carinho no meu filhote.
Aproximei e pedi licença e peguei meu filho no colo.
Ele ficou interessado em saber quem eu era, se era mãe solteira e blá, blá, blá.
Foi-lhe explicado que eu era recentemente viúva e tinha ficado grávida do Paulinho.
Comentaram outros detalhes, porque o Wilson, conhecia o Paulo, meu primeiro marido, e ficou feliz pelo interesse de outro amigo por mim.
Os cupidos, Wilson e Careca, que eram pilotos, resolveram que tinha de ser como eles pensavam que estava acontecendo. Paixão à primeira vista.
Tudo isso começou no dia 13 de maio de 1976 e nesse intervalo, ele se aproximou de mim e eu gostei, achei bom ter uma nova família, com um sujeito que nem conhecia . Primeiro, meu filho, Paulinho, ficou louco por ele. Quando o via, abria os bracinhos e queria seu colo e isso me fez decidir que era ele o homem com quem continuaria minha família.
Começamos uma conversa séria, falei que eu não era mulher para ter caso com ninguém, pois minha educação preservava a reputação e como eu era viúva, isso se acentuava mais ainda. Ele pareceu compreender bem o que eu queria lhe falar. Falou que nosso caso era para casar e num papo envolvente falei que iria pensar muito no assunto. Mas que nada, nem tive tempo de pensar. No outro dia, umas 09 horas da manhã, eu estava no quintal da casa de minha mãe, estendendo fraldas no varal escutei um barulho muito forte de avião bem baixo. Olhei e vi um avião passando em cima do coqueiro do quintal, juro que o coqueiro até balançou. Minha mãe saiu de casa e falou olhando para mim... Quem é esse fdp.... que esta querendo derrubar meu coqueiro? Fiquei calada e logo terminei aquele serviço, tomei um banho e fui para a casa da Elma, surpresa, ele já estava me esperando. Daí em diante começamos nosso namoro.
c) Nosso casamento
E nos preparamos para casar. Isso era mês de julho de 1976 e em 02 de outrubro de 1976, casamos em regime civil e na nossa casa.

Foto, tirada no dia de nosso casamento, no fundo do quintal.
Estávamos muito felizes. Nossa alegria era contagiante. Poucos convidados, afinal ele era novo na cidade e tinha poucos amigos. Não tivemos lua de mel e na nossa primeira noite levamos Paulinho conosco, já para iniciarmos uma vida nova todos juntos. Enquanto festejamos nosso casamento, Paulinho e Andrea, dormiam na nossa cama. Com apenas 1 ano e 6 meses de idades, ambos.

Nossa vida era bem simples. Toledo, trabalhava em uma cidade há uns trezentos quilômetros de Santarém, como piloto de aviação nos garimpos do local. Voava os cinco dias da semana e somente aos sábados e domingos, passava conosco em Santarém.

Chegou início de dezembro, Toledo resolveu nos levar para Alto Araguaia, com a finalidade de me apresentar para o restante da família dele.
Saimos de manhã bem cedo e no meio do caminho, pousamos para abastecer.

Foi uma festa a nossa chegada, pelos parentes e amigos dele.
Voamos por cima da cidade, anunciando nossa chegada, nos esperaram com churrasco, bebidas, músicas e muita alegria.
E nesse primeiro almoço, senti enjôo da comida que ofereceram e logo desconfiaram, que eu estava grávida. No outro dia cedo fui fazer exames e foi constatado positivo minha gravidez. Em novembro de 1976 engravidei da Larissa.
Foi uma festa, saber que vinha mais um neto na família. Meus pais e os pais do Toledo, ficaram felizes. Terminou dezembro, veio janeiro de 1977 e voltamos para Santarém-Pá.
E a vida continuou normalmente. Veio maio de 1976, Paulinho completou seu segundo ano de vida.
Eu estava com 6 meses de gravidez da Larissa
Que alegria, Meu Deus, iria aumentar a família e logo, rápido do jeito que eu queria, para o Paulinho ter uma ou um companheiro quase da mesma idade que ele.
Depois de tanto sofrimento com a perda do meu primeiro marido. Aquilo veio na minha vida como um bálsamo, como um anestésico para me aliviar de tanta dor e cuidar da minha nova vida, com uma pessoa que escolhi para ser o pai de meus filhos.
Minha gravidez da Larissa foi ótima, botei na cabeça que seria uma menina, escolhemos o nome e assim ela se chamou ao nascer dia 17 de agosto de 1977. Larissa Dourado Toledo.
Foi tudo mágico. Uma menina linda, de cabelos pretos e cútis bem clarinha, bem parecida com o Paulinho quando bebê.
Larissa com 1 mês de idade
Fui muito feliz, porque acreditava nisso e hoje minha felicidade é baseada nesses sonhos de vida melhor, sustentei uma vida maravilhosa com meu marido e filhos. Paulinho e Larissa crescendo, lindos e saudáveis, com as bênçãos de Deus.

Todas as fotos dele, eram sempre com uma cara muito séria.
Uma linda família se formando.
O tempo passando e a vida continua.
Precisava cuidar de minha família que era tudo para mim.
Foi tudo como imaginei.
Filhos unidos pelo amor, isso para mim era a
Felicidade total.

A felicidade estampada nos rostos de nossos filhos

A gratidão é tudo. Às vezes ficamos paralizados em meio a dificuldades, quando nos concentramos no próprio motivo de preocupação. A liberdade da alma começa quando olhamos para nós mesmos. Essa percepção nos ajuda a analisar o quadro mais amplo da vida. Olhando essa foto, fico grata ao meu Deus, pela família que já estava formada, entre Toledo, Paulinho, Larissa e eu.
E o caminho da gratidão continua quando espalhamos a felicidade, com pequenos gestos de generosidade fazem a felicidade se propagar.
E afirmo:
“Hoje, dou graças por tudo o que tenho. Estou feliz em minha gratidão e com as bençãos que recebi e recebo do Senhor”.
E nesse caminho de espalhar a felicidade; aprendi as pequenas coisas que gosto de fazer todos os dias – sorrir para uma pessoa estranhas ou elogiar alguém – deixam com que eu fique mais perto da verdade espiritual, e me ajudará a enfrentar o que poderá vir por ai no meu caminho da vida.

A união entre dois é uma das minhas maiores recompensas que recebo de Deus.
O primeiro susto, de perder meu marido
Larissa já havia completado seus três aninhos, e Paulinho seus 5 anos de idade, nós morávamos em Santarém, Pá, na Galdino Veloso, bem nos fundos da Rui Barbosa, onde moram meus pais.
Eram umas 09 horas da manhã, fui ao supermercado e ao entrar na garagem de casa ví uns vizinhos conversando e olhando para mim. Havia uma vizinha que tinha negócios em Itaituba, ela me olhou e veio em minha direção.
Elcely, seu marido caiu de avião na mata, perto de um garimpo com seis passageiros, já entraram 100 mateiros para procurá-los. Assim desse jeito, com a maior frieza, sem se preocupar com minha emoção.
Passou o primeiro dia e nenhuma notícia. Logo em seguda os pais do Toledo chegaram de Cuiabá para Santarém, Sr. Zeca e Dona Almery. Eles chegaram arrasados. Mas foi muito bom, me senti mais amparada, com eles e meus pais me apoiando.
Meu pai sempre no aereoporto querendo informçaões.
Saber noticias de quem vinha de Itaituba para Santarém.
No terceiro dia, o telefone tocou e fui atender aflita. Quando ouví os gritos do Neto, filho do Pombo e da Bela, e ele falou bem alto, Elcely, acharam o Toledo, ELE ESTÁ VIVO.
Meus Deus, que benção receber essa notícia.
Corremos para o aeroporto e esperamos Toledo chegar.
Jamais esquecerei o estado dele, tanto físicamente como moral, estava um trapo humano. Todo sujo, ensanguentado e muito deprimido.
Chegamos em casa, fomos direto para o banheiro e o ajudei tomar banho. Limpar bem o corte que tinha no rosto, fomos ao pronto socorro fazer um curativo naquele corte que estava sangrando muito.
Notei que depois desse acidente, Toledo começou a injerir bebida alcóolica. Sempre estava bebado e muito estranho. Nesse período foi ficando agressivo e fiquei logo sabendo que tinha amantes na cidade de Itaituba.
Acho que nosso casamento começou a desmoronar desde essa época.

Esse avião que ele se acidentou
d) Aprender a confiar, é sempre muito difícil
Mas é bom lembrar, que a vida nem sempre é como acreditamos que seja. Existem os maldosos que morrem de inveja e querem ser você na história que não é deles. Aprendi isso bem mais tarde, já na maturidade, fui entendendo tudo e vendo o quanto desperdicei a vida, deixando de olhar as coisas boas ao redor para me preocupar com pessoas inúteis ao ponto de querer ver a infelicidade de uma linda família. E por isso devemos como mãe e esposa rezar muito para proteger o nosso ambiente familiar. Orando, vigiando e cuidando de suas educações, e saúde.
Em 1980, resolvi ter o terceiro filho. Engravidei da Leticia, mas logo no início da gravidez, descobri que ele tinha uma amante na cidade que morava eu já estava com alguns meses de gravidez da Leticia e não foi bom, nem para mim, nem para aquele neném que eu estava gerando dentro de mim. Ficamos estranhamente separados durante essa gravidez e nesse intervalo, já fazia planos de nos separarmos logo que a Letícia nascesse.
e) Letícia nasceu dia 17 de novembro de 1981
Toledo foi assistir meu parto, mas logo que voltei da anestesia ele se despediu e foi embora. Mal deu uma olhada na filha que acabara de nascer.

Letícia com um mês de idade
Me sentia forte e com coragem de enfrentar o que estivesse de vir para mim.
Cuidei após meu parto, foi bem diferente dos meus dois primeiros filhos, que pela minha inexperiência, permitia que outros me ajudassem a cuidar.
Com Letícia, foi diferente. Cuidava dela integralmente, e ao mesmo tempo zelando por Paulinho e Larissa que tinham uma boa diferença de idade entre eles e Leticia. Toledo e eu, começamos a nos estranhar.
Moramos em Santarém por mais alguns anos e logo que Letícia completou 2 meses de vida. Nossa vida de casados, que se encontrava estremecida, entre Toledo e eu, deu uma reviravolta. Foi então que eu, resolvi, viajar um pouco com as crianças, para a cidade dele e a fim de entender melhor o que estava acontecendo com nossa vida à dois.
Matriculei, Paulinho e Larissa numa escolhinha da cidade e cuidando da Letícia, que estava bem pequena ainda, com uns 4 meses.
Nessa época já estava sofrendo a primeira decepção do meu casamento. Não tinha apoio nenhum da família dele. Porque para eles, ele era um Deus Onipotente. E quando percebi isso fui me resguardando e me preparando para voltar para minha terra junto de meus pais e irmãos, que já me aguardavam com muito amor no coração, pois para eles eu lhes contava tudo que estava sofrendo. Meus pais e irmãos, ao falarem comigo ao telefone, sempre me dando apoio, falando, que aqui você tem todo amor que podemos lhe dar, junto com seus filhotes. Isso só me fortalecia e me dava a certeza que meu lugar seria lá em Santarém. Passou uns meses, Letícia com 6 meses de idade, eu resolvi me separar e antes teria que voltar e voltei direto para a casa de meus pais. Logo em seguida ele chegou de Itaituba, viu as crianças e se comoveu muito ao vê-los crescendo e muito saudáveis. E foi ai nesse impasse que resolvemos morar todos juntos na cidade de Itaituba-Pá.
Em uma de suas viagens à Santarém, conversamos muito sobre o que eu iria fazer dali em diante, falei que alugaria uma casa, queria pensão alimentícia para as crianças e outras coisas de direitos nossos.
Foi nessa conversa que ele falou: vamos todo embora para Itaituba e assim daremos mais uma chance para nosso casamento. Concordei, afinal o sonho da minha vida era ter minha família toda reunida, de manhã ate à noite, como é de costume numa família tradicional e normal.
Conversei muito com meus pais e eles concordaram, que família tem de estarem todos juntos. Me deram todo o apoio que eu precisava. E até terminar esse ano, os dois, Paulinho e Larissa ficaram com eles para terminarem o ano escolar.
f) Vida nova
Viajamos para a cidade de Itaituba e ficamos num quartinho, nós três juntinhos, Toledo, Leticia e eu. Mas sempre que dava um tempo, iamos buscar os dois para ficarem um pouco junto de nós.
Toledo comprou uma casa, grande e confortável para que nossos filhos crescessem em liberdade para brincar e seguir a vida, de maneira saudável.
Nessa casa, nós reuníamos nossos amigos, com churrascos e jantares que pudesse eu mesma realizar.
Optar pela confiança nem sempre é fácil. Ainda mais quando tivemos no passado experiências amargas, que fizeram ser difícil confiar em alguém. Relacionamentos íntimos envolvem confiança e se eu me senti desapontada na primeira fase do meu casamento é claro que foi extremamente difícil restabelecer esse sentimento. Eu dei o primeiro passo para aprender a ter confiança, comecei por mim mesma. A medida que fui ganhando confiança em meus poderes intuitivos, percebi que poderia continuar essa caminhada e desta vez com três filhos, marido e eu. Tivemos uma vida saudável e feliz nessa temporada da vida.
Os anos se passando, e cada dia mais segura de mim.
Paulinho, Larissa e Leticia completaram seus anos de vida e em cada data eu fazia um bolo para cantarmos os parabéns com seus amiguinhos.

Os 5 anos de leticia
No 7º ano de aniversario da Larissa, fizemos aquela festa para ela e seus amiguinhos.

Nesses 6 anos que moramos na cidade de Itaituba, foram um dos melhores anos de nossa vida de casados. Fomos unidos, diria quase felizes.
Em Itaituba, conheci uma grande amiga, Cleusa Maria Brandão, mãe de Janara, Aritana e Tayná. Hoje ela é uma grande empresária nesta mesma cidade e duas vezes no ano, vem a Goiânia, fazer compras para sua loja. Quero citar que sou madrinha do Aritana, o filho do meio de Cleusa e Aray, hoje meu afilhado é comandante da GOL.
g) Cordão umbilical
Nesse período, Letícia estava se alfabetizando e ao remecher no túnel do tempo, encontrei o que vou relatar a seguir:
Em minha caixa de coisas que só abro quando estou com muitas saudades de meus filhos. Meu “Baú da Felicidadade”. Encontrei uma cartinha de amor, de minha filhota do coração, da alma, do amor, enfim de tudo que uma mãe sente pelos filhos, caçula da minha prole, Letícia, deveria estar se alfabetizando quando escreveu essa cartinha de amor para mim. Letícia, é aquela boa filha e como conseqüência uma boa esposa e mãe muito dedicada.

Ao ler esta cartinha de amor para mim, chorei muito, mas foi um choro de alegria e boas recordações.
Feliz filha querida, te amo.
h) Uma cartinha de amor para seu pai, Letícia

Essa mensagem de filha para o pai, José Toledo filho, depois de várias décadas eu a reli novamente.
O amor de uma filha por um pai é incondicional. Aí do pai que não entender isso. Passando pela roda do karma, perdeu uma grande oportunidade de resgatar seus erros como pai, nesta vida. Essa cartinha, estava guardada na caixa do tempo e hoje 2011, eu a resgatei. Minha filha, Letícia, escreveu aos poucos anos de idade, mal estava alfabetizada, mas escreveu para o pai e tenho a certeza que nunca a leu.
Ainda está em tempo, afinal ainda esta aqui entre nós seres mortais, é tempo de recuperar o tempo perdido. E se hoje tiver interesse em lê-la, por causa do desgaste do tempo as letras estão bem apagadas, mas quem sabe usando uma lupa de aumento, ele consiga ler. A visão com a idade so faz diminuir.

i) E a vida segue seu rumo
Em julho de 1986, fizemos um passeio pelas praias do nordeste do Brasil. Foi um dos nossos melhores passeios, todos juntos e curtindo o que tem de melhor nessas praias. Nossos companheiros de viagem, foram o casal, Xerife e Sônia com os filhos, Guilherme e Gabriela.


No aeroporto de Fortaleza e nas praias. Sintam suas felicidades. Paulinho, Larissa, Leticia, Guilherme e Gabriela.
Leticia no fundo, com seu paizão


Toledo e Xerife
Passamos dias incríveis, nas praias do nordeste brasileiro, mas como tudo que é bom, termina rápido e tivemos de voltar para nosa rotina.
Voltamos para Itaituba e ficamos até final de novembro de 1986.
j) Mudando de cidade
Resolvemos mudar para Goiânia-Goiás. Final de 1987, início de 1988, vida completamente diferente e bem mais confortável.
Moramos inicialmente num apartamento de 2 quartos, enquanto procurávamos um que preenchesse nossas necessidades. Nesse prédio a minha vizinha, era a Paulete, mãe do Franco e Vanessa. Foi a amizade mais querida dessa época em que eu não conhecia Goiânia e ficava muito insegura ao sair nas ruas da cidade com as crianças no carro e até os dias de hoje, somos amigas.

Paulinho e Franco, no angar, esperando o Toledo abastecer o avião, para seguirem viagem.
Franco era mais ou menos da mesma idade do Paulinho e até os dias de hoje, são grandes amigos. Isso prova que amigos cármicos são para sempre.
Quando cheguei em Goiânia, nunca imaginei que meus filhos eram tão mal-educados. Chegaram fazendo coisas incríveis de meninos sem disciplinas, sem atender as regras de um condominio. Foram criados em Itaituba até aquela idade como frangos caipiras, isso eles dizem hoje.
Toledo e eu, tivemos de ser responsabilizados por muita desordem que eles causaram, por falta de regras, mas como tudo na vida é para aprender, foram aos poucos se moldando a nova vida na cidade grande.
A primeira coisa que o Toledo providenciou, foi ser sócio do Jaó Clube. E todos os domingos saíamos e passávamos o dia com eles nesse clube e assim descarregavam o excesso de energia que toda criança tem.
Paulinho, Ricardo e Ruizinho, filhos de Edite e Rui Loureiro. No clube Jaó.

O casal de amigos, Edite e Rui, eram meus amigos lá de Santarém, que já moravam em Goiania, antes de mim e como o mundo é pequeno, logo nos descobrimos e nos juntamos para fazermos nossas reuniões familiares. Nosso filhos da mesma idade, foi tudo uma maravilha.
Durante a semana, minha dedicação com meus filhos era escolar.
Coloquei o Paulinho para uma academia de judô e Larissa com Leticia no balé. E os três na escola de natação, duas vezes por semana. O tempo deles eram preenchidos com bastantes atividades e isso só educa.
Enquanto ficamos nesse apartamento no setor bueno tudo era bom. Larissa completou seus 10 anos e fizemos aquela festa, com os nossos novos amigos de Goiânia. Os parentes do Toledo que moram em Goiânia, compareceram.


Logo em seguida do aniversario da Larissa, que é dia 17 de agosto, faço aniversário dia 21 no mesmo mês. Nessa hora da primeira foto, cantaram parabéns para nós duas. Por isso estou rindo assim, com tanta felicidade estampada no rosto.
Momentos de lazer, entre pai, filhos e sobrinhos



Houve um show da Xuxa, no estádio de Goiânia e Toledo foi levá-los pra assitirem a apresentação da líder na época dos nossos filhos e primos, Neto e Marcio.
Momento em que o pai coloca a filha no ombro para melhor assistir a cantora.
Larissa assistindo o show e primos a seguir, também no show da Xuxa.
Afinal uma família feliz e eu acreditava que sim.
Comentário à parte: Uma grande reviravolta em nossas vidas.
Em 1987, ano em que chegamos à Goiânia. Meu filho, Paulinho, começou a mudar seu comportamento. Ficava muito tempo calado e sem participar das nossas conversas dentro de casa.
Uma noite acordei e vi luzes abaixo da porta e verifiquei que ele estava acordado. Bati na porta e pedi para falar com ele. Ele não respondeu: Entrei devagarinho e o vi sentado no chão com todos os brinquedos espalhados. Cheguei ao seu lado e perguntei: meu filho, porque você está acordado até agora? Ele me responde: porque estou sem sono e prefiro brincar.
Fui na cozinha e preparei um leite bem morninho para ele e logo em seguida foi deitar.
No outro dia era reunião escolar e fui conforme de praxe, recebi boletins da Larissa, Letícia e dele nada. Nem chamaram pelo nome dele. Achei super estranho, mas esperei terminbar a reunião e fui diretamente falar com a professora dele. E deu seu nome completo: Paulo Heberto Meneses da Silva Filho.
Expliquei o que estava acontecendo e ela imediatamente foi verificar as provas e boletim dele. Ela nada encontrou. Foi então que me veio a idéia. “Ele está assinando igual o nome das irmãs.” E dei outro nome para a professora dele, assim: Paulo Toledo e a professora achou todas as provas e tarefas dele com esse nome. Coloquei tudo em uma pasta que havia levado e fui para casa.
No próximo final de semana, o Toledo chegou e comentei o fato com ele. Não queria meu filho prejudicado emocionalmente por causa de nome e sim poderíamos ajudá-lo, só não sabia de que maneira.
Na segunda feira, Toledo bem cedo levantou e foi à um advogado, sem me comunicar nada. E o advogado o aconselhou primeiro procurar um medico psiquiatra que fizesse uma análise com ele, Paulinho.
Procuramos informações de um psiquiatra infantil ou para adolescentes e encontramos o nome de um médico, bem conceituado em Goiânia. Marcamos consulta e fomos nós dois, Toledo e eu conversarmos com o médico, explicamos tudo o que estava acontecendo e ele logo marcou umas sessões de análise com meu filho.
Foram vários meses de análise e depois disso o médico nos telefonou e falou que já tinha uma conclusão. E falou diretamente para mim: Seu filho, não quer ser filho de um homem morto. O mal precisa ser cortado de imediato. E minha conclusão é que se mude o nome dele igual das irmãs.
Dalí em diante, deixei o caso com eles dois: Paulinho e Toledo, para resolverem sem minha interferência. Sinceramente falando, fiquei muito abalada. E notei que pouco interessava ao meu filho como ele veio ao mundo, ele só quera ser filho do Toledo.
O Toledo voltou no advogado e deram entrada nas papeladas de adoção paterna plena.
E quarenta e cinco dias depois saiu o documento assinado por um Juiz que nem contestou nada. Partiu da seguinte premícia, que Paulinho nasceu 8 meses depois do pai biológico estar morto. E desde então, Paulinho, passou a ser chamado de: Paulo Heberto Dourado Toledo.

Momentos entre pai e filhos, viagens que faziam juntos
Enquanto os anos passavam, sempre nas férias, íamos para nossa fazenda, que se chama “Fazenda Jaó”.
k) Na Fazenda Jaó__Vida Feliz !

Filhos de nossos amigos, junto de nossos filhos, era um passeio que mais eles gostavam. Por muitos anos, passavamos as férias com eles na fazenda, o avô Sr. Zeca, ainda estava vivo e sempre foi um grande prazer a chegada dos netos na fazenda onde ele e dona Almery, moravam.

Os filhos de nossos amigos e primos. Momentos em que eles espalhavam colchões no chão e se preparavam para dormir.
Festa de aniversário de Paulinho e Dona Almery

Senhor Zeca, o avô, soprava uma vela de aniversário

O segredo dessa felicidade toda, era como um imã, que atraia sempre mais e mais familiares lá para a Fazenda Jaó.
Essa era a essência da nossa vida e de todos nós que pertencíamos a essa família.
Seu Zeca e Dona Almery, sem saberem, espalhavam as sementes do amor.
O amor é a verdade fundamental absoluta da vida.
Jamais esquecerei que meu filho, Paulo, era amado por esse homem como se fosse seu neto de sangue, mas uma coisa tenho certeza, era o neto de coração. E até os últimos dias seus, no hospital, onde fora colocado por seus filhos, para terminar seus dias bem longe de todos, mas meu filho, ao fazer curso de especialização em São Paulo, passava em Uberaba e o visitava no hospital. E assim foi até terminar seus dias. E ao chegar dentro do quarto, seu Zeca o reconhecia e falava, como vai pião ? Essa era a recompensa que meu filho tinha no coração.
Meus filhos se tranformando de adolescente para serem jovens, alegres e divertidos. Algumas situações foram vividas, mas como tudo na vida é normal.
Pais e mães tentam fazer o melhor possível para criar seus filhos. Mas, quando pensam em seu papel de pais bem esboçados, descobrem que pisam em terreno desconhecido à medida que deparam com novas faixas etárias e novas etapas com seus desafios próprios.
E nas minhas orações, sempre entreguei meus filhos ao Senhor. Pois, quando as coisas dão errado na vida de nossos filhos, nós nos culpamos, nos fustigamos por não sermos pais perfeitos. O fato de não ser um pai perfeito não vai fazer diferença na vida de um filho, porque não existem pais perfeitos. Nenhum de nós é perfeito; então como podemos ser pais sem defeitos? Ser um pai de oração é que faz a diferença.
E foi através da fé que procuro orientar meus filhos a acreditarem que na vida tudo passa, e o sofrimento faz parte da vida.
Sempre que íamos para a Fazenda, inventávamos umas brincadeiras com os primos todos juntos. Era muito bom, vê-los assim, juntos. A tia Cida era quem inventava as brincadeiras.
Brincadeiras que fazíamos na Fazenda Jaó

Aqui foi uma brincadeira de festa de casamento. A Leticia e o Márcio eram os noivos. Sinto gosto de saudades, mas é assim... é uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é paupável. É amor disfarçado de muita coisa. São emoções guardadas bem lá no fundo.
Saudade... do que foi e do que vai ser. Saudade que nos acompanha prá diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos. Aprendi ainda que saudade não mata. É!! Só quase.... A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de "esperança", que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além. Hoje esses pirmos, por imposição não sei de quem, vivem totalmente separados, sem se darem as mão, sem se darem notícias.
Saudade... do que foi e do que vai ser. Saudade que nos acompanha prá diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos. Aprendi ainda que saudade não mata. É!! Só quase.... A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de "esperança", que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além. Hoje esses pirmos, por imposição não sei de quem, vivem totalmente separados, sem se darem as mão, sem se darem notícias.
Eu sigo adiante, porque sei que vencerei as adversidades que hoje me acompanham. Eu não temo as tempestades, porque sei que elas apenas estão preparando o terreno para novas colheitas. Eu não paro no meio do caminho, porque compreendo que o meu destino é a evolução e se não caminhar, como irei alcançá-la?
Eu lastimo as derrotas, mas não permaneço de braços cruzados, busco por novos horizontes, levando na bagagem, as lições aprendidas. Eu acredito na renovação e com ela vou adiante, confiando que novas oportunidades surgirão.
Vou citar aqui: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor eu nada seria, sou como bronze que soa, ou como o símbolo que retine...
(cf. 1Cor 13,1-3)
l) Mudando de rotina
Toledo ficava três meses em Itaituba e três meses em Goiânia e nesse tempo foi começando a pensar em vir embora de vez para Goiás. E nesse Planejamento, foi se instalando na cidade de Mineiros, transformando seu trabalho em aviação agrícola.
Momento em que finalizou seu curso para aviação agrícola

Essa história maravilhosa demonstra como toda minha vida e todas as coisas nela existentes foram criadas por mim. Penso quê, se você tem oportunidades de escolher o que quer, porém deve ter certeza do que quer. Esse foi o trabalho que ele escolheu e a lei da atração exerce um poder inalterado na vida dele. Talvez pela primeira vez na sua vida, formulou aquilo que realmente queria. O segundo passo foi acreditar e tudo se realizou. Toledo sempre foi um sujeito determinado e tudo que quis na vida, sei que realizou. So não sei o que ele não quis se foi realizado na vida dele.
Hoje como sua ex-esposa, penso e analiso o que penso. Nunca o conheci de verdade. Não tivemos esse tempo. Tudo era muito rápido, suas vindas e suas saídas eram como relâmpagos, que brilhavam por apenas alguns segundos.
Mesmo tendo tempo, não aprendemos a nos conhecer melhor. Seus gestos passavam a ser imprevisíveis. Sempre metódico.
m) Tempos bons
Em 1990, Toledo foi passar um tempo na cidade de Rio Branco em Boa Vista e fui com ele para lhe fazer companhia. Mas foram poucos meses, por lá.

Essa viagem foi bem marcante para nossas vidas.
Eu sai de Goiânia para Manaus com Leticia.
Paulinho, Franco e Larissa, foram para Belém, se encontrar com meu pai, que iria levá-los para Santarém.
Nessa viagem, o avião que iría de Belém para Santarém com eles, passou direto para Manaus, houve um problema de não poder pousar em Santarém por causa do tempo e tiveram que pousar em Manaus.
Os três, e meu pai, simplesmente, gastaram todo o dinheiro que tinham para passarem as férias em Santarém. Em Manaus , tudo que eles puderam comprar, eles compraram. Foi uma festa.
O nosso vôo que saiu de Goiânia para Manaus e Boa Vista, tivemos de pernoitar porque o avião que vinha de Santarem, esse que foi direto para Manaus com meus filhos e meu pai era o avião que o Toledo ia para Manaus e nesse vôo, nos três, Letica, Toledo e eu, iríamos para Boa Vista. Tudo complicado. Nem lá, nem cá.
Foi mais ou menos um atrazo de 14 horas em que meus filhos compraram tudo que queriam lá em Manaus.
Leticia e eu, sem tomar banho nem poder trocar de roupas.
O avião que estavam meus filhos e meu pai, voltou para Santarem. Toledo pegou esse mesmo avião de volta para Manaus e nos encontramos no mesmo vôo para Boa Vista.
Termino esse texto com uma citação:
“Hoje aceito a enorme abundância que existe em minha vida. Sou uma pessoa próspera e agradeço por toda a beleza que me cerca de todos os lados”.
(Glennyce S. Eckersley)
n) Os finais de semana, em Goiânia
Toledo, por causa de seu trabalho, morava a semana toda em Mineiros, Goiás. E sempre dia de 6ª feira, vinha à Goiânia, com a finaldiade de ver a família, que morava em Goiânia, por causa dos estudos.
É proprietário de uma fazenda, onde planta soja e tem confinamento de gado para engorda. Possui casa, terrenos, aviões tanto agrícolas como executivos, carros e assim tem renda para sustentar as famílias.
Em 1990, compramos um apartamento no setor nobre da cidade, setor oeste. Apartamento com 4 suites, adequaos e adaptados para cada um dos filhos.
Nossas filhas, Larissa e LeticiaNesse apartamento moramos durante 17 anos. De 1989 ate inícios de 2006.
Abaixo: Já no apartamento novo, onde moramos por 17 anos, na foto seguinte era a festa da leticia os 8 anos de idade. No salão de festas do prédio.

Ainda na festa de Letícia, seus 8 anos de idade
Filhos crescendo, e em seguida foi os 15 anos da Larissa e 18 anos de Paulinho.

Larissa e Letícia
A Letícia com uns 12 anos e Larissa completando seus 15 anos.
A festa dos 15 anos da Larissa, seu pai, como sempre estava ausente. Sempre algo era mais importante que sua família.
Preparei uma festa linda com um bolo enorme para os amigos dela.

Paulinho, organizou uma banda de seu amigo Evandro e tocaram na festa e dançaram muito.

Paulinho, Leandro e Evandro
o) Se eu voltasse amanhã
Faria tudo de novo. Completaria meus 40 anos de idade e convidaria minhas amigas para cortarem o bolo comigo. E assim foi feito.


Na foto à esquerda, sentadas: Marizinha (já falecida), Adelaide, Mira, Dona Sílvia e Adelaide. Em pé: Aline, Divina, Marta e Elcely.
À direita. Nesse dia, Sara e edite fizeram uma brincadeira, pegaram uma folha de papel e escreveram: “Alunas do Colégio Santa Clara”
Rimos muito, do tempo que estudávamos juntas nesse colégio, em Santarém-Pá.
Faço uma homenagem especial e essas novas amigas e companheiras de condomínio onde morávamos “Residencial Jatiúca”. São pessoas especiais que demonstraram o tempo todo que morei com minha família.
Eu lhes digo, caras amigas e companheiras de luta, hoje algumas já partiram, como a Marizinha, Eneida, Cesar, Beatriz. “Se eu pudesse viver novamente a minha vida, escolheria morar em Goiânia e nesse prédio, junto de vocês, porque éramos realmente uma família. Eu ainda não sei se saudade tem cor, dizem que sim, mas uma coisa eu revelo, sei que ela dói de dor interna e sem remédio.
O único bálsamo que conheço, é colocar um tênis e andar várias quadras para chegar lá na Mira para almoçarmos juntas, sem avisar e com o José Umbelino, seu esposo, velhos amigos e pessoas nobres que conheci nesta terra de Goianos.
Muitas saudades da Mara, Mary, Grace, Aline, Tereza, Divina, Adelaide, Adelaide, Dona Sílvia, por essa saudade, não sei se teria consciência do tamanho da importância que vocês tem para mim.
Para minha amiga Rita, que tem a loja ao lado do prédio, e me atraia muito com suas roupas maravilhosas.
E neste embalo de saudades, termino esse texto.
p) Família patriarcal – José Toledo de oliveira&Almery Lopes Toledo
Os pais do Toledo, Sr. Zeca e dona Almery, moravam na fazenda Jaó.
Gostaria de deixar bem claro, que enquanto esse casal moravam na fazenda, nossa vida era uma maravilha. Havia respeito na família e harmonia entre todos nós.

Os Avós, Sr, Zeca e dona Almery Paulinho, Larissa, Letícia e avós

Tempos felizes, sempre que a família se reunia na fazenda, filhas e mãe se reuniam eram momentos de confraternização familiar, entre os Toledos.
Andava pelos quintais pois eu adorava procurar goiabas nas árvores.
Gostava de tudo que tinha por lá. O clima, as comidas de minha ex-sogra que eram deliciosas e me faziam engordar sempre vários quilos.
Tem um ditado que diz: “A vida judia, mas também ensina”.
Ao lembrar dessa frase lembro que dos meus 24 anos ate os 40 anos, a vida era a minha escola, custei a entender isso, mas aos poucos tudo fui aprendendo, com muito sofrimento quando descobri que tudo aquilo precisava ser repensado, até que ponto era tudo real.
q) Lembranças que doem
Porque quando você descobre que nunca foi respeitada, você passa a entender que não é essa vida que eu quero para mim!
Agora é um momento eu estou cansada.
Essas lembranças doem muito, porque sempre acreditei que a felicidade fazia parte da minha vida. Meus filhos foram e sempre serão tudo para mim, acho que por eles suportei o que me aconteceu em 1994.

Nossa Família: Toledo, Paulinho, Larissa e Letícia
Todos nós sabemos que podemos herdar os olhos de nossa mãe, o nariz do nosso pai ou a cor de cabelos de nossa avó. Podemos também herdar o gênio irascível, a propensão para mentir, a depresão, a autopiedade, a inveja, o rancor, o perfeccionismo e o orgulho. Estas e outras características comportamentais marcantes são igualmente transmitidas de nossos pais para nós e de nós para nossos filhos. Em determinadas famílias existe a tendência para o divórcio, doenças freqüentes, infidelidade, alcoolismo, vícios, suicídio, depressão ou rejeição _ todos aceitos erradamente como “destino” ou “eu sou assim mesmo”. Essas coisas sempre acontecem na minha família, ouvimos as pessoas dizerem.
Em nome de Jesus meus filhos foram libertos de qualquer propensão familiar negativa, e pelo poder do Espírito Santo, sempre orei por eles.
Senhor,
Eu coloco (nome do filho ou filha) diante de ti, pedindo que tu ponhas amigos cristãos e bons exemplos na vida dele (dela).
Dá-lhe sabedoria necessária para escolher amigos cristãos, e ajuda-o (a) a não comprometer seu andar andar contigo em troca de ser aceito. Dá-me o discernimento inspirado no espírito Santo para que eu saiba orientá-lo (La) ou influenciá-lo(a) na escolha dos amigos. Peço que tireis de sua vida as pessoas que não exercem influência cristã, ou que transforme estas pessoas a tua semelhança.
Nota: esta oração foi tirada do livro: O Poder dos Pais que Oram!
Autor: Stormie Omartian
Editora: Mundo Cristão – São Paulo
r) O tempo urge...
Tempos de escolas terminando o segundo grau.
Dúvidas sobre que faculdade fazer.
Paulinho e Larissa resolveram fazer Zootecnia, pois achavam que o pai já tinha fazenda e que teriam todo o apoio para trabalharem com o pai.
A foto foi tirada quando passou no vestibular de Zootecnia.

Grande engano da parte deles.
O pai não lhes deu nenhum apoio. Nem estágio puderam fazer na fazenda, tiveram de procurar outros proprietários e pedir ajuda nesse assunto.
Nunca ninguém entendeu, qual motivo de tamanha ignorância da parte dele. Mas, prefiro ignorar tal ignorância.

E assim, terminou sua faculdade, seus amigos, que lembro agora: Leandro, Fabiano, Francisco, Gustavo, mas nem todos fizeram Zootecnia.
s) Evento agropecuário, em que pai e filho participaram
Paulo e Toledo

Paulinho procurando se aperfeiçoar na profissão. Buscando apoio em congressos e outros eventos.
Paulo e Angela Toledo Ma
t) Julho de 1996 – Férias em Salinas
Daqui em diante relatarei fatos que vieram mudar toda a nossa vida.
Continuamos por alguns anos, vivendo assim, sem acreditar que tudo estava desabando na nossas cabeças.
Fomos a primeira vez para salinas e foi a viagem mais maluca e irresponsável da nossa vida. Mas aproveitamos tudo de bom por lá.

Toledo Elcely
Eu adoro viajar para qualquer lugar, basta falar vamos dar uma viagem que logo arrumávamos as malas e partimos onde Deus nos guiasse. Mas as coisas mudam e sempre mudam para onde não queremos ir.
O jeito é acostumar e aceitar os revezes da vida sem Temperança, tentando dar um equilíbrio na balança que nos apresentam à nossa frente.


1ª Foto: Toledo em pé, Leticia e Elcely. 2ª foto:: Magna, Torquato, Ludimila, Ana Souza, e Edite Loureiro
Capítulo II.
a) Porquê devemos ter muito cuidado e orar pela felicidade de nossa família.
Tudo vai bem, pensamos que estamos resguardados, oramos pelos nossos filhos e marido, mas Jesus falou: “orai e vigi-ai”.
Eu sempre fui uma mãe muito zelosa por minha família, sempre de olho em tudo que acontecia, mas algumas brechas ficaram abertas e é nesse momento que o mal se instala. As vezes nem é você, mas pode ser que seu parceiro, seus filhos, os amigos de sua família, não esteja agindo corretamente como manda os preceitos morais dentro de um casamento. Para isso existe a aliança. Um compromisso que pela lei de Deus deve ser honrada.
Muitas pessoas estão sofrendo por atitudes que facilmente poderiam ser evitadas, posturas diante de determinadas situações que atraem maldições. Depois do ano de 1994, comecei a me interessar por maldições familiares, minha amiga do prédio Jatiuca, que tocou nesse assunto e me pediu explicações. Foi ai que me interessei de verdade pelo assunto e comecei a estudar na Bíblia Sagrada: Deuteronômio e fiquei mais informada sobre o assunto.
Fiz buscas na internet, informações na Igreja Católica, na Evangélica e no Espiritismo e notei que os Evangélicos estavam muito bem informados sobre “Maldições familiares”, embora as outras também estudem o assunto mas parece que tem medo de revelar tudo realmente e como evitar essas maldições dentro das famílias.
Comecei meu estudo e fiz ate uma apostila para minha amiga Aline, e dei aulas para ela que também foi para Igreja dela e fez palestras sobre o assunto.
A Bíblia afirma que uma vida abençoada é questão de escolha. O senhor nos criou com livre-arbítrio, e cabe a nós decidir que tipo de vida desejamos ter.
Parecia que estava tudo bem na minha família, quando um dia tudo muda. É como uma estrada, que seguimos em frente. Se conhecemos o caminho está tudo bem, mas se não a conhecemos por onde estamos a percorrer, podemos ter muitas surpresas, tanto boas quanto más. E assim é o caminho da nossa vida. Hoje estamos bem, saudáveis, felizes, fazendo tudo que gostamos e no outro dia acontece algo que vem mudar todo o rumo de nosso caminho.
O comportamento de meu ex-marido não era o mesmo, evitava vir para Goiânia, passava meses sem nos ver e eu sempre que o procurava nunca o encontrávamos, no celular, ou escritório dele em Mineiros.
Um dia chega em Goiânia e fala:
Vamos jantar fora e dar umas voltinhas por ai. Eu estranhei, isso não era o normal dele. Geralmente chegava cansado, irritado com algo no trabalho e mal me dava atenção.
Ele, chegava em casa, observando se havia algum defeito ou problema para arrumar encrenca. Sempre de mau humor. Telefonando aos amigos da cidade que ele, estava pela área, ou seja, estava disposto a sair com eles, menos comigo, pelo menos era o que entendia. Aceitei o convite com a seguinte atitude, arrumei-me todinha, bem bonitinha, e fomos para um bar perto de casa. Mas logo em seguida saímos desse bar-restaurante, não sei o que ele viu e me levou para outro lugar. Começou a falar coisas estranhas, rodeando demais para chegar onde queria realmente falar comigo. E falou sem interrupção: “Eu tenho uma filha fora do nosso casamento, eu fui amante de fulana, fulana, fulana”, E eu nunca fui fiel à você ! umas cinco mulheres e todas eu as conhecia, por fazerem parte de nosso circulo de amizades.
Eu simplesmente, não falei nada, nem tinha começado a jantar. Levantei-me da mesa, peguei um taxi e fui embora para casa. No dia seguinte (15 de março), eu fiquei achando que tudo era um grande pesadelo, que ele não tinha falado nada daquilo e passei a manhã calada, sem falar nada, nem com ele, nem com meus filhos, que até então nada perceberam. Nessa mesma manhã, fiquei muito pensativa e so queria me afastar dali, mas sozinha, sem ninguém. Foi então que arrumei uma mochila com alguns pares de roupas e peguei meu carro e fui em direção a estrada de São Paulo. Andei uns 130 km e comecei a mes sentir mal. Foi me dando um medo e logo que vi uma entradinha para minha esquerda, fiz a curva e entrei nesta estrada.
Encontrei um posto de gasolina e pedi informações sobre um hotel e o frentista falou logo adiante tem um, o melhor da cidade. Chegando lá, fiz minha ficha, fui para o quarto e logo começou uma louca dor de cabeça. Desci do hotel e fui a uma farmácia ao lado do hotel e comprei neozaldina e tomei dois comprimidos.
Dormi até anoitecer e quando acordei não lembrava de jeito nenhum onde eu estava e o que fazia ali, me desesperei. Fui na portaria do hotel e chorando perguntei para moça da recepção, onde era ali. Ela me olhou estranha e falou, você veio de tarde, logo depois do almoço e pediu um quarto. Um senhor se aproximou de mim e falou. A senhora está com uma jóia muito valiosa na orelha, eu conheço porque sou vendedor de diamantes e acho perigoso a senhora usar isso por aqui. Foi ai que eu pedi ajuda aquele senhor, falei que não sabia porque estava ali. Então ele falou, tenha calma, nos seus documentos a gente vai encontrar algo. Dei meus documentos para ele logo achou o telefone de casa. Foi quando ligou para meu marido e falou o que estava acontecendo.
Umas duas horas depois, eles estavam no local e me levaram para casa, meu filho Paulinho, estava junto e ficou muito abalado e sem entender o porque de tudo aquilo.
Cheguei em casa dormindo. E no outro dia era como se nada tivesse acontecido. Só estava muito deprimida e um pouco sem entender nada do que realmente estava acontecendo. Hoje sei que é fuga daquilo que não queremos lembrar e nos faz sofrer. Nossso cérebro nos protege.
Até então esse dia, tínhamos 17 anos de casamento. Eu considerava que jamais acabaria. Pois, para mim ele era o marido ideal, me dava tudo que eu precisava, bom pai de família, um tanto frio comigo e com os filhos. Na verdade nós nos acostumamos assim. Como bom pai e bom marido tirava um dia do mês, que dizia: “Hoje vamos fazer a compra da felicidade “. Aquilo era festa, e íamos todos juntos a um grande supermercado que no mínimo tínhamos para encher três carrinhos daqueles grandes: balas, chocolates, biscoitos e tudo que para crianças é muito bom. Havia dias que era tudo alegria, e havia dias que tudo era uma grande confusão. Eu sempre dizia amem para tudo que ele planejava. Era como se fosse um grande favor ele pensar por mim. Hoje sei que nossa vida era uma grande instabilidade emocional, dependíamos do tal comportamento bipolar que demonstrava pela mudança de comportamento. Os anos se passaram, sempre do mesmo jeito, sem mudanças. Mal nos falávamos. Fui chegando ao ponto de não desejar mais que ele viesse. Porque ficava nervosa, só de saber que no outro dia cedo tínhamos feira para fazer, e isso significava acordar cedo. Na verdade somente fazíamos companhia e tínhamos interesse no pastel dessa feira que ate hoje adoramos. Fiquei vários anos sofrendo, sentindo medo, ansiedade, depressão, me perdia nas ruas de Goiânia com muita facilidade, aos poucos perdendo todo meu equilíbrio, mental, físico e emocional. Hoje depois de muita atenção de médicos psiquiatras, fiquei sabendo que isso também era um tipo de violência doméstica, sofria com tudo que ele me contou e guardei na memória como se fosse um grande pesadelo.
Ele não passava natal, nem dia de páscoa, nenhum aniversário, sempre arrumando uma desculpa para estar bem longe de casa. Descobri numa conta de telefone, na cidade dele, com inúmeras ligações para uma pessoa que eu conhecia e acabei descobrindo que eles estavam de caso, a Jeanne era amante dele, viúva do Reinaldinho, amigo dele. Mulher insensata e burra, sempre percebi a inveja dela pela minha família, o que na verdade ela não queria meu marido e sim queria ser a Elcely que ela jamais conseguiría. Eu a conhecia havia 13 anos, quando era casada com um amigo dele e que ficou viúva. Do ano de 1994 para o ano de 2005. Foi tudo desmoronando. Não o respeitava como um ser humano. Pra mim ele deixou de ser aquele homem da minha vida todo certinho e cheio de moral. Comecei a olhá-lo como um animal. "Amor, respeito, equilíbrio, harmonia, cumplicidade, companheirismo, enfim, tudo que um casal almeja para sua família. Enquanto isso meus filhos, passavam pela adolescência, e ficaram uns jovens tristes e principalmente a filha do meio, que foi cada dia se afastando de mim e começando a ter problemas sérios em relação mãe-filha. Mas Deus olhou por nós e nos deu mais essa chance. Meus outros dois filhos, fazendo coisas que eu nem imaginava, mas graças ao bom Deus, nunca se meteram em encrencas que tivessem um ponto final.
Fui pra faculdade de 1998 ate 2004, fazendo graduação e pós-graduação. Foi o melhor período que eu tive na vida, depois daquele pesadelo todo.
Não suportando mais tamanha humilhação. Pois sempre que ia para Mineiros com meus filhos de férias, ele dava um jeito de sair da cidade e sumia sem ninguém saber onde realmente estava, até que num desses feriados de Pascoa, liguei para a tal de Jeanne e ela atendeu o telefone rouca e dizendo que ele estava lá com ela. Era domingo de páscoa, fazíamos nossa festa na fazenda, escondendo os ovos para as crianças acharem.
Já não tinha prazer em ir para nossa Fazenda Jaó. O que para mim era aguardado com tanta ansiedade, pois adoro o campo e assim eu desestressava um pouco do barulho da cidade.
Nosso casamento indo por águas à baixo. Não tínhamos mais achego um com o outro. Sempre ríspido comigo e grosseiro aos extremos, como marido.
Quando em 13 de maio de 2000, era um sábado, vésperas do dia das mães e Letícia pediu ao pai, que viesse no domingo para Almoçarmos todos juntos.
Toledo saiu de mineiros e uns quinze quilômetros de viagem, sofreu um grave acidente. Todo sábado, ate os dias de hoje, tem uma feira da lua na praça Tamandaré. Letícia e eu, fomos nessa feira, estava uma tarde quente e abafada. Falei, minha filha, eu estou me sentindo mal, parece que tem uma angústia no meu peito. Ela falou, eu também não estou bem, vamos pra casa, mãe. Um quarteirão de casa e entramos pela cozinha. E La ficava nossa central de telefones. A Letícia foi direto no aparelho e viu varias chamadas de Mineiros. Retornamos as ligações e ficamos sabendo do acidente que o Toledo sofreu. E logo fomos avisados que ele estava chegando de avião para Goiânia.
Corremos para a clinica que ele iria chegar e chegamos quase juntos no hospital, à tempo de vê-lo dentro da ambulância e falar com ele: Não foi desta vez, amor, murmurou para mim. Daí em diante foi direto para a sala de cirurgias, seu acidente foi gravíssimo, quebrou um braço, os punhos, a bacia, algumas costelas, dentes. Foi realmente bastante traumático, tudo aquilo.
Foram meses de tratamento, quase um ano para se recuperar. Precisou ir para São Paulo, pois em Goiânia, queriam lhe amputar o braço esquerdo e assim foi operado, colocado vários parafusos e com medicamentos e respouso, foi se recuperando.
A única coisa que tenho a certeza, foi a dedicação de meus filhos com o pai.
Foram noites de plantão e cuidados com ele.
Anos depois, fiquei sabendo através de parentes, que a infecção que quase causou a amputação do braço esquerdo, foi a falta de higiene com ele, isto é, que meus filhos e eu não cuidamos da higiene pessoal dele.
Um grande mal entendido e uma monstruosa mentira. Eu entrava dentro do chuveiro com ele e ficava lhe dando banho com todo cuidado e carinho. Jamais descuidei dele e minhas filhas deixaram de freqüentar a faculdade para ficarem especialmente por conta de cuidar dele, quando eu me cansava.
O tempo foi passando e ele se recuperou em pouco tempo.
Sua recuperação foi muito boa, para quem teve um quadro tão grave de várias fraturas pelo corpo todo.
Mas o mal, já havia se instalado em minha família. Tudo mudou desse dia em diante. Ele mal falava comigo, não vinha tanto em Goiânia, como antes e foi se afastando dos filhos de maneira muito estranha. Na época eu sentia tudo isso, mas não conseguia enxergar porque aquilo acontecia. Fatos estranhos eu escutava, relatos de coisas que nunca aconteceram durante o acidente dele. Ate em roubo da conta pessoal dele, fiquei sabendo que meus filhos faziam. Sendo que nem acesso a conta dele, nem meus filhos e eu, tínhamos.
A Bíblia afirma que uma vida abençoada é questão de escolha. O Senhor nos criou com livre-arbítrio, e cabe a nós decidir que tipo de vida desejamos ter.
Lembro muito bem, que não seguíamos religião nenhuma. A educação religiosa não fazia parte de nossa vida.
É claro que eu desejava uma vida abençoada, próspera, mas eu não tinha consciência de que isso era uma escolha que tínhamos de fazermos juntos.
E no nosso dia-a-dia, como cristãos, deixamos que o mal nos destruísse, tornamo-nos canal de maldição para nosssa própria família. Embora eu sempre cuidasse da minha vida espiritual, mas ela não era suficiente, quando a sustentamos sozinha, sem o outro lado da balança, é natural que um lado despenque. E foi assim nossa vida, de cima à baixo desmoronando e vendo tudo aquilo acontecer e sem nada poder fazer.
Depois que ele se recuperou, continuei com minha faculdade. Me joguei de corpo e alma em cima desse suporte para não cair em depressão, mas que nada, minhas colegas já percebiam minha mudança, até no modo de me expressar, era triste, sem esperanças.
Enquanto isso, Letícia se preparava para o vestibular de Fonoaudiologia. Foi aprovada e completou o curso em 2004.
Leticia já desde tempos atrás já namorava o Andre, seu marido atual, mas o Toledo nunca aceitou o namoro deles.
André e Letícia, hoje ano de 20111, casados

Sempre os achei, lindos e felizes
O tempo foi passando, o namoro se firmando e começaram os preparativos do casamento. Civíl e católico.
Penso quê:
Se você cometeu erros, há sempre uma nova chance... Você pode recomeçar no momento que quiser, pois o que chamamos de “fracasso” não é a queda, mas o estado de ânimo.
Mary Pickford
Agriz americana (1893 – 1979)
Capítulo III.
a) Em 20 de março de 1999

Larissa e Renato, começaram namorar e em 2001, nasceu o Lucas. O que foi uma notícia que Toledo recebeu muito mal. Desprezando filha e neto, falando que queria filhos e não netos. E que família ele fazia quantos ele quisesse. Mulher e filhos ele arrumava quantos quisesse. Tudo aquilo foi se agravando em nosso relacionamento.
Lucas nasceu, Toledo, não veio ver o neto em nenhum momento.

Larissa com seu bebê no colo
O tempo foi passando, o desprezo do pai foi horrível neste momento em que filha precisa muito de apoio. Mas eu sempre estive ao seu lado e sempre
b) Nasceu uma vovó, Cely

Meu neto, Lucas crescendo e me dando alegrias para suportar as amarguras que a vida me impôs.
Voternidade realizada com sucesso, adorei e adoro ser avó, para mim era tudo de bom, pegar meu neto no colo, colocar no carrinho e dar umas voltas pelo bosque dos buritis, pertinho de casa.
Tudo era para o Lucas, até ir para a minha faculdade, se precisasse eu o levaria e minhas colegas adoravam um bebê na sala de aulas.
Quando o Lucas completou seus dois aninhos, eu fui atraz de um brinquedo para lhe dar de aniversário, vejam o que eu achei numa loja de brinquedos:

Uma mesa de jogar bilhar. Acho que nunca vi meu neto tão radiante de alegria.
c) Nasceu o vovô Toledo
E assim se passaram vários anos, Lucas crescendo e a vida nos maltratando .
Mas tudo tem sua compensação. E o mais difícil era enfrentar os destemperos de meu marido na época.
Um dia era tudo bem, outro dia era tudo mal.
Nos dias de bem com a vida dava atenção ao neto da seguinte maneira:

Passeando de avião com o neto para cima e para baixo com ele.
Passando dias, meses e anos sem dar a mínima noticia, para o neto ao menos.
E desde o começo da gravidez da Larissa começou a declarar abertamente que já não tínhamos mais nada. Enquanto isso estava terminando minha graduação em Pedagogia e a especialização em Psicopedagogia. E nesse intervalo, meu casamento acabou de vez. Eu ficava sabendo dos casos dele com outras mulheres e meus filhos envergonahdos com as atitudes do pai que tanto admiravam. O pai-herói foi por águas à baixo.
Terminei minha especialização final de 2003 para 2004.
Em junho de 2004, fui no advogado dele, e perguntei se o Toledo queria o divórcio, ele respondeu como se esperasse aquela pergunta. Sim, ele quer o divórcio. Neste instante pedi o divórcio e ele aceitou e concordei com algumas imposições, menos a divulgação da lista dos bens, que seriam partilhados, só para me livrar o quanto antes daquele compromisso desgastado pelas decepções e frustrações. Era pesado demais. Tudo era insuportável. O divórcio foi homologado no dia 17 de agosto de 2005. Esse dia é aniverassrio de minha filha, Larissa.
Passei a chamar-me: Elcely Soares Dourado.
Essa minha ingenuidade, me custou muito caro alguns anos depois, quando descobri que ele falsificou minha assinatura e passou todos os meus 50% para o nome dele.
Pois achei estranho um divórico sem relação dos bens do casal, durante o casamento. Exigi na hora e sei que fui lesada em muitos bens que não foram citados na lista.
3. Os filhos e netos do primeiro casamento
Não recebem nenhum cartão de Natal ou presente debaixo da árvore.
É que ganhou um herdeiro do segundo casamento, está envolvido na escolha do enxoval, no anúncio do jornal, em fumar charuto com o sogro e com aquela vaidade suprema de ostentar para sua esposa que é experiente e sabe segurar a criança.
Ele apaga a casa anterior — com o que havia dentro dela — e se apega à casa recente. Entende que sua criança ou adolescente cresceu o suficiente para não depender mais dele. Nenhum filho cresce o suficiente para ser órfão de repente, não importa a idade.
Aquele filho a quem amava e criava com zelo, a quem aconselhava e trocava as fraldas passa a existir somente como uma pensão, uma linha do seu contracheque. Não pergunta. Não telefona. Não se encontra fora de hora. Está muito ocupado criando um bebê. O que dá para entender é que ele não ama o filho, mas a mulher com quem se encontra no momento. Faz qualquer coisa para agradá-la, inclusive negar a paternidade do primeiro casamento.
Não é bem um pai, mas um latifundiário emocional, desconfiado, sob permanente ameaça de invasão de suas terras.
Pai não forma sindicato, não cria associação. Continua defendendo que ninguém tem o direito de se meter na vida dele e converte em inimigos os amigos que insinuam sua indisposição filial.
Ele se separou de uma mulher, não do seu filho, mas culpa o filho porque não consegue completar uma frase com a ex. Parte do princípio de que ajudando o filho está ajudando a ex. Gostaria de matá-la, mas então se mata para o filho. Ou entende que seu filho deve procurá-lo, cria paranóias e neuroses para aliviar sua culpa. Age como um ressentido, fala mal do filho do primeiro casamento para a mulher do segundo casamento, alegando ingratidão.
E a mulher do segundo casamento concorda com o absurdo porque está preocupada com o nenê e deseja a exclusividade do marido. E não entende que um irmão depende do outro irmão, que uma família não cresce por empréstimos.
Homem tem que aprender a sofrer em público, sofrer por um filho o que sofre por uma dor de cotovelo, fingir abandono a cada despedida, para só assim mostrar que pai, pai mesmo, nunca será dispensável.
Em 17 de agosto de 2005, foi homologado nosso divórcio e desde ess dia em diante abandonou os filhos e neto. E Neste mesmo ano foi casamento de nossa terceira filha, Leticia com André, dia 17 de dezembro de 2005.
Nota: Escrevi este texto, pensando em meus filhos, porque o pai ao se divorciar da mãe, se afastou dos filhos...
Capítulo IV.
a) Em dezembro de 2005. O casamento de Leticia e André.

Letícia entrando sozinha na Igreja. Seu irmão, levantou e à levou ao noivo
Um dos momentos mais emocionates na minha vida, foi ver minha filha entrar sozinha à caminho do altar. Foi uma tremenda frustração. E já pedi perdão às minhas filhas por tamanha e imprudente escolha mal sucedida. ATO FALHO !
Escolhi um pai para minhas filhas, que não cumpriu com sua “função paterna”, por puro egoísmo e tremenda ignorância familiar.

Momentos depois da cerimônia, mãe e irmão da noiva

Os pais de Andre – Alcir e Welma
b) O Casamento de André e Leticia em Goiânia-GO
Os pais do noivo resolveram vir fazer o casamento e a festa aqui em Goiânia, com a finalidade de evitar constrangimento para a Leticia, pois seu pai José Toledo se negou levá-la ao altar.
E assim aconteceu e jamais esquecerei do nervosismo de minha filha, ao entrar na Igreja, sempre olhando para trás a fim de ver como última esperança, o pai vindo pegá-la e levá-la ao altar. Ledo engano, Enquanto eu chorava no altar, minha filha entrava na Igreja sozinha e chorando, Meu Deus, será que merecemos isso. Pergunto a mim mesma, até os dias de hoje.
E ao entrar sozinha, meu filho, Paulo, não suportou aquilo, levantou-se de seu banco e foi buscar a irmã pelo braço e levou-a ao altar.
Não houve quem se contivesse no choro. Foi emocionante e ao mesmo tempo triste a falta de um pai vivo nessa hora tão importante na vida de uma filha, negar-se desse jeito tão primitivo.
Foi uma festa maravilhosa, dançamos, nos divertimos até a madrugada.
Sentia a felicidade de minha filha, mesmo com aquela decepção atravessada no peito, pela traição do pai que tanto ama.

Mas enfim, Leticia e Andre se casaram hoje tem uma filhinha, Luiza, de 2 anos e são muito felizes.
Na Bíblia Deus promete derramar o Espirito Santo sobre nossos filhos, e se refere a eles assim: “E brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas. Um dirá: Eu sou do Senhor; outro se chamará do nome de Jacó; o outro ainda escreverá na própria mão; Eu sou do Senhor” (Is 44:4-5).
Passaram-se doism anos depois desase casamento.
c) Uma princesa chamada, Letícia, grávida, da princesinha, Luíza

No seu chá de bebê

Esperando a hora de ir para a sala de cirurgia
d) Com a Luíza nos braços, acabou de nascer uma mãe, Letícia


Com a vovó Cely
Uma mamãe muito bonita

1º aniversário da Luíza

Capítulo V.
a) Mudar de vida, seria um meio de abrir-me para a vida
Quando terminou o ano de 2005, Começo de 2006, comecei a procurar comprador para meu apartamento, e logo em abril o vendi por R$ 340.000,00 (trezentos e quarenta mil reais) e comprei imediatamente uma casa nos Jardins Monaco, onde a felicidade voltou a sorrir para mim. Mas ainda nesse tempo eu ainda era cega pelas promessas que ele mal as cumpria. Ele falou: “venda o apartamento que eu repasso para sua pensão os R$1.200,00 do condomínio desse apartamento. Você vai me tirar um peso muito grande de mim e eu acreditei.”
Escolhi uma casa, que não fosse tão grande, mas que me desse conforto e segurança, por isso escolhi um condomínio fechado, e minha amiga Mara que foi minha vizinha lá no Jatiúca, também tinha uma casa em frente a que eu tinha escolhido. Comprei a casa por R$ 290.000,00 (duzentos e noventa mil) sendo que dei R$245.000,00 e deixei o lote continuar a ser financiado. Acreditando que aqueles R$1.200,00 seriam para pagar o lote. O que sobrou mandei colocar armários, cortinas, e demais luminárias que faltavam na casa.
Chegou o primeiro mês, nada dessa quantia na minha conta. Telefonei para ele e o mesmo falou: Voce assinou isso que eu falei. Se não tem documento então, nada feito.
Daí em diante foi tudo acontecendo como um tsunami. FGTR, me cobrando os boletos do lote. Fui falar com ele, José Toledo filho, afinal ele tinha ficado com a administração de todos os nosssos bens. E se negou a pagar qualquer coisa de minha parte. Me desesperei e coloquei a casa à venda. Pois a corretora do terreno ameaçava tomar a casa.
A casa dos meus sonhos


Ela é linda, a casa dos meus sonhos. Não havia ninguém que não achasse uma casinha de bonecas, com jardins em flores. Tudo feito por mim mesma.
Quando lembro, isso me dói tanto que chega a me sufocar no peito tamanha dor de ficar sem meu cantinho encantado. O Lucas meu neto, aproveitou tudo que ela pode nos oferecer. Brincava à vontade pelo condomínio, correndo livre como um passarinho. E ate hoje lembra dessa casa.
Vendi a casa, paguei o lote à vista. Comprei 50 cabeças de vacas nelore e um apartamento de R$120.000,00, somente para ter um local para ficar aqui em Goiania.
Fui passar uns meses em Santarém, comecei um trabalho como psicopedagoga e um dia, nesses 6 meses recebi uma denúncia do que ele estava fazendo com os bens da partilha. No momento fiquei sem entender como ele faria isso. Mas a gente sabe que tem jeito para tudo, quando se está de frente ao inimigo, imagina-se de costas o que eles são capazes de fazer.
Uma coisa aprendi com toda essa experiência que relatarei a seguir.
Chegando em Goiânia, tudo estava errado, condomínios sem pagar, energia, água, tudo atrasado. Minha pensão não dava para quitar tudo isso de uma vez. Foi então que resolvi vender o apartamento e o vendi por R$ 90.000,00 para uma pessoa muito conhecida nossa.
Não tinha dinheiro para sustentar as vacas nem o pasto que tinha alugado.
Em 2008, descobri todas as falsificações que ele usou contra mim mesma. Falsificou minha assinatura e passou todos os bens para o nome dele.
Fiz a denúncia na 1ª Delegacia de Goiania, como falsificação de assinatura, falsidade ideológica, e outros que agora nem sei falar.
O que dói, não é a mentira e sim a traição de fazer algo desse tipo da parte dele e de quem mais tomou parte dessa história suja.
Eu acreditei no pai de meus filhos e não no meu ex-marido. Nunca imaginei que um pai seja capaz de lezar seus próprios filhos em benefício de outros que nada são para ele. Esse não era o José Toldeo Filho, com quem me casei, tão apaixonadamente.
Ele logo que recebeu a primeira notificação para prestar esclarecimento na delegacia de Goiânia, pegou o celular e aos berros, dizia: você vai continuar jogando m.... no ventilador ... pois eu vou tirar a paternidade de seu filho e vou deserdá-lo. Eu sabia que estava sendo tudo gravado, pois meus advogados colocaram escuta no meu telefone fixo. E continuei a conversa. Se você que se diz pai dele, fala isso, eu imagino que ele também não sinta que você seja um pai para ele, quando ele ouvir o que você falou !
Ele falava coisas horríveis. Fiquei muito preocupada com o que fosse me acontecer daquele dia em diante. Temi por minha vida e fiz outra denúncia, pedindo proteção policial. O delegado mandou outra intimação e o ameaçou prendê-lo neste dia e ele teria de passar a noite dentro da cela da delegacia. Enquanto isso ele passou mal do coração e teve de fazer exames e constarataram que deveria fazer uma criurgia urgente, senão morreria de morte súbita. Ate onde isso é verdade ainda não sei. Mas o processo foi rolando e as falcatruas continuavam se espalhando. Sabemos que quem conta um conto, aumenta um ponto. Assim foi o processo, fui sendo prescionada pelos meus advogados, pelo advogado dele e por ele.
Fui entrando em depresssão, pois o que ele fez era pouco demais, para me fazer sofrer. Resolveu retirar minha pensão, o único meio de eu me sustentar ele suspendeu por vontade própria por 6 meses. Foram meses em que deixei de pagar condomínio, aluguel, energia, água, remédios para pressão e diabetes e alimentação.
b) Em março de 2010
O dia da decisão final chegou, com uma intimação judicial em que deveriamos decidir ou então todos os bens iriam a leilão !
É claro que concordei com ele em fazer de conta que decidimos nos mesmos a não fazer partilha e continuar como está ate hoje. Ou seja, do mesmo jeito que antes. Com uma pensão, desde 2000, sem reajuste nenhum.
A promessa de um carro, um espaço para morar.
Hoje moro no apartamento que ele comprou e fizemos um acordo de morar nele..
Apartamento muito bom, todos os quartos, cozinha e banheiros com armários embutidos.
Capitulo VI.
a) O casamento de Paulinho e Larissa.
Paulinho se formou em zootecnia, e começou a procurar trabalho. Passou por várias situações difíceis, e Assim se passaram anos com essa dificuldade de arrumar emprego na área dele. A única coisa que sei, é que meu filho era muito prejudicado na profissão.
Daí ele conheceu a Larissa, que benção meu Deus, ele se sentiu mais confiante e quis logo formar família com ela.
Durante esse tempo eu tinha entrado para a Igreja Evangélica e aprendi muitas lições, sobre a oração de mãe pelos filhos. Aprendi com o livro: “O poder dos pai que oram”
Não importa se o filho tem três dias de vida e é perfeito, ou tem 36 anos e já caminha para o terceiro divórcio, provocado por problemas de alcoolismo. Em cada estágio de suas vidas nossos filhos precisam e serão grandemente beneficiados por nossas orações. O importante é não tentar fazer tudo por nós mesmos e de uma vez só, mas nos voltarmos para a maior autoridade de todos os tempos quanto ao nosso papel de pai – Deus, nosso Pai – em busca de ajuda.
Depois dando um passo de cada vez, temos de apresentar cada detalhe da vida de nosso filho em oração. Há um grande poder nesta atitude, muito maior do que a maioria das pessoas imagina. Jamais subestime o poder de um pai que ora. E nesse embalo que conheci através da Igreja Evangélica, fiquei mais decepcionada do como um pai pode desprezar os filhos de maneira tão curel e humilhante para eles.Meus filhos, não tiveram um bom exemplo do papel de seu pai, porque Foram criados por um pai que nas atitudes demonstrava violência verbal. E nos tempos que se seguiram, entreguei minha família aos cuidados do senhor meu Deus.
Depois de alguns meses, Paulinho e Larissa, resolveram casar e marcaram o casamento para o dia 12 de junho de 2009. Casamento no civil.

b) Cerimônia realizada com sucesso e muita alegria

A alegria de estar se casando, foi contagiante para todos os presentes no momento da cerimônia.


Cortando o bolo o beijo ..
c) Depois do casamento foi só esperar a Paola nascer.
Larissa com 8 meses de gravidez da Paola
d) A titia, Larissa assitiu a Paola nascer

e) O papai, Paulo, curtindo sua filhinha, Paola
f) Ao lado, o mano, João Guilherme, beijando a maninha, Paola
g) Coisa engraçada que aconteceu

Titia, Leticia dando mama para Paola
g) O inesperado positivo, também acontece, Vovô Toledo carregando sua neta, Paola.

Esse fato foi tão importante na vida de meus três filhos, que merece uma citação:
“Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e a ciência completa, uma fé tão grande a ponto de transformar montanhas, mesmo que entregasse meu corpo para ser queimado e desse meus bens aos pobres, sem caridade nada disso valeria .”(cf. 1Cor 13,1-3).
h) Vovó Cely, com suas duas netinhas no colo: Luíza e Paola

i) Entrego minha vida nas mãos de Deus
O tempo passa e nossa vida, com as bênçãos de Deus, nos resguarda de todo mal. Amém! Não importa idade de seus filhos, ore pela felicidade do casamento deles também. O divórico faz parte do espírito dessa época, e, em algum momento, ameaça a todos nós.
“Acreditava que aos 50 anos, minha vida estava aprisonada a uma situação irreversível e sem saída. Assim, entrei na depressão, acreditando não ter como mudar o meu destino. Mas a Fé que eu sempre tive dentro de mim, me ergueu do chão, ao ver minha família se erguendo também, se reestruturando através da fé em Deus. E ao contrário do que eu pensava, a vida trabalha em favor de nosso progresso, enviando desafios, apertando o cerco e fazendo com que, cansada de sofrer, eu acordei para a realidade, fui descobrindo potenciais, busquei caminhos e fui me abrindo para a vida” Fonte: (Zibia Gasparetto).
E hoje aos 59 anos de idade, ano de 2011, agradeço à Deus... pelo que sou e o que tenho e sua suprema justiça; pois o que sou é o que faço de mim e o que tenho é a colheita do que planto. Em cada uma de minhas existências e nada pode ser mais justo.
E não vou parar no meio do caminho, porque compreendo que o meu destino é a evolução e se não caminhar, como irei alcançá-la ?
Eu me deparo com perdas que ferem meu coração, mas não permito que a esperança abandone o meu íntimo, porque com ela sempre acesa, sei que o sofrimento, pouco à pouco, irá dar lugar a renovação. É o que eu estou sentindo.

E minha ninhada de netos no colo

4. Companheiras de lutas
Para sempre seus sorrisos na minha mente, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu terei vocês comigo, mesmo estando temporáriamente separados.
Sei que hoje o quanto vocês são importantes para mim. Seja você meu filho, minhas filhas, meus netos, meu genro, minha nora, minha mãe, meus irmãos, cunhada e sobrinhos, as amigas talvez, amanhã o sol será o mesmo mensageiro de Luz, mas as circunstâncias, pessoas, coisas, poderá ser diferente.
Mas eu não desisto, porque sei que sozinha, jamais estarei...

As companheiras: Delma Regis, Sara Machado, Tereza e Bety Schittini.
5. Ontem meu Pai me visitou em sonho
É um lugar assim, belo, claro, limpo, iluminado, águas cristalinas e muitas árvores com flores coloridas. Foram 5 dias que estava mal, não me sentia bem. Corpo febril e com muito sono. No sonho fui para um lugar tão lindo, estava muito cansada de tudo que vivia por aqui.

Fonte da foto: colônias espirituais
Minha nora, por mais uma etapa da doença que está passando. Minha neta com virose, dito por seu pediatra. Meu filho e minha filha distantes de mim, e minha filha, Larissa, não se sentia bem. Desde o dia 30 de agosto, que não me sentia no meu estado normal.
Só tinha um desejo: dormir.
Num de meus sonhos, meu pai veio me visitar, acompanhado por dois jovens, que na hora não os reconheci, mas eu tenho certeza que eles me conheciam e muito bem.
Meu pai me sorria e acenou com a mão direita, falando: "calma, filha, muita calma, você só precisa ter paciência, porque tudo vai passar e vai voltar ao normal. Se aproximou bastante de mim, pegou na minha mão e nesse momento senti um calor muito forte vindo dos pés para a cabeça.
Várias mãos em cima de mim, davam-me passes magnéticos espirituais. Eu Eu senti tanta energia boa, um calor que jamais senti na vida, me acalmava e tira a tristeza da alma.
Acordei muito bem, umas 17 horas com uma aparência muito calma
Fui sentindo desde esse dia uma grande melhora em meu estado geral. Continuo com minhas orações e tomando meus florais do cerrado. Hoje, dia 02 de setembro, amanheci com outro astral.
Alegre e fui almoçar com meu neto Lucas. Voltamos com o imenso prazer de saber que amanhã sera melhor que ontem, se Deus assim quiser.
6. Merecemos ser felizes, mas como fazer para ser feliz?
Muitas vezes, surge um vazio no peito, uma tristeza, muita ansiedade, medos, inseguranças, que podem gerar sofrimentos e até doenças, acontece com qualquer um de nós que vive a vida moderna. Hoje, dia 04 de setembro de 2011, um domingo em que acordei e estávamos só nos dois, meu neto Lucas e eu. Daí pensei, que coisa, o que vamos fazer Lucas? Ele me olhou e falou: vamos pra rua Uaiiiii! Dei aquele sorriso e falei: aproveita vai dar um mergulho na pisicina enquanto eu dou uma ajeitada na bagunça da tua mãe em seguida tomo um banho e vamos ver por onde podemos dar umas voltas. Definitivamente, precisamos aprender a encontrar os caminhos por nós mesmos, jamais transferindo a tarefa da conquista de nosso bem estar para terceiros. Somos os responsáveis por nossa felicidade, assim como somos responsáveis por nossos sofrimentos. Precisamos aprender a silenciar a mente e aprender a nos conectar com Deus seja Ele quem for - de uma maneira saudável e sincera.
Chegou meio-dia, saímos em ponto para rua. Daí surgiu a dúvida, para onde iríamos. Ele me olhou e falou: Vovó, minha única vontade agora é comer uma picanha e você sabe onde, né ?
Dei aquele sorriso e seguimos em frente para onde eu já sabia onde ele queria comer a picanha que é totalmente proibido de comer pelos médicos, devido ter o colesterol alto para idade de 9 anos dele.
Dane-se, uma vez no mês não faz mal. Amanhã ele entra na dieta de novo. Certamente já dei significativos passos na direção de uma mudança positiva. Nascemos para ser felizes e por isso precisamos ser felizes, mas não temos como passar essa responsabilidade para mais ninguém além de nós. Fomos para uma churrascaria que ele adora e me senti a avó mais importante do mundo. Almoçando num domingo com meu neto Lucas. Ele só gosta de picanha sangrando e comendo feito um lorde. Isso é uma das maneiras de sermos felizes.
Meu neto, Lucas

Momento feliz !
7. Além da vida, sim, o sonho
Foram momentos bem dificeis, para a vida de um casal de pouca renda, com 5 filhos, num século , A.C.
Ele com 30 anos de idade e ela somente com 18 anos. Ele lavrador, chamado de Tadeu, ela, Ruth, cultivava e vendia flores nas ruas de uma cidade bem maltratada no interior Roma antiga. Ele vivendo no campo sem proteção nenhuma de sol e chuva, acabou pegando uma doença incurável para época, Pneumonia. Ruth, se tornou uma viúva, muito nova e com 5 filhos para criar sozinha. Foi quando um comandante de guerra a conheceu e se apaixonou, tornando-se escravo desse amor por ela. Mandão para seus seguidores e escravo de uma viúva que aos poucos foi se transformando numa pessoa exigente e cruel para com ele que a amava tanto. Da minha memória isso se apagou, não sei como eles viveram e não entendi como morreram.
Outro século se passava. Bem depos da vinda de Cristo na terra. Um casal apaixonados, ele com 30 anos e ela com 18 anos. Casaram e tiveram 5 filhos, todos saudáveis e lindos. Ele se chamava, Davi e tinha pouca renda. Ela se chamava Maria e costurava para fora, a fim de melhorar a renda da familia. Ela costurava somente para os monges de um Mosteiro. Lugar este que me parecia muito isolado da cidade em que moravam. Três vezes por semana, ela ia para esse mosteiro costurar as vestes dos monges e ele sempre a acompanhava. Numa dessas caminhadas, cairam numa emboscada, montada por um grupo de homens de mal caráter da cidade que mataram o Davi e roubaram a Maria a levaram embora para viagens em que faziam somente para assaltos nas estradas do lugar. Os filhos de Maria e Davi, ficaram sozinhos e abandonados foram recolhidos por varias familias, mas tiveram de ficar separados, um em cada familia e nunca mais se viram. Assim viveu Maria, aprisionada e andando de estrada em estrada, com esse bando que assaltavam quem por ali passasse.
Não sei como Maria morreu. E assim se passou mais uma vida.
Um tempo bem mais para perto de nós agora, quero dizer. Momento de guerra de Hitler. Era um casal, jovem com menos de 30 anos os dois. Ele se chamava Frederico e ela Estela. Tinham 3 filhos, lindos e saudáveis. Vivendo uma vida bem feliz e com recursos, pois ele era comerciante da época e bem sucedido. Ele, faleceu subitamente com um ataque do coração, e que deixou estela viúva com três filhos para criar. Estela tentou levar para frente o comércio de seu marido, mas por incompetência acabou falindo e ficando na miséria com seus tres filhos. Foi ai que Estela por causa da guerra, parar num campo de concentração na Alemanha e separada de seus filhos. No desespero de encontrá-los, pediu ajuda a todos que encontrava, mas nessa época tudo era difícil e ninguém poderia ajudá-la. E foi nesse desespero que conheceu um comandante de guerra, Muito poderoso, chamado Artur e que ao vê-la se apaixonou perdidamente por ela. Ele, ja era viúvo e tinha 2 filhas. Estava a procura de alguem para ajudar a criar as filhas que tinha do primeiro casamento. E pensou ao ver Estela, vou levá-la para casa prometendo procurar seus filhos. Estela aceitou pela troca de encontrar somente os filhos, mas as intenções de Artur, não eram as mesmas que as dela. Ele a queria e fazia de tudo para que ela ficasse com ele. Ele conseguiu achar os filhos dela e retornou somente com duas filhas dela. Mas Estela desesperada falou para Artur, como, cadê o Frederico Filho, ele voltou a procurar nos outros campos de concentração e o levou para casa, viveram todos juntos, como se fosse uma só familia. Estela se afeiçoou as filhas dele como se fossem dela e com o tempo foi aceitando a cortesia de Artur e acabaram se casando. Com um detalhe, Estela não conseguia amá-lo, so sentia gratidão por ele ter encontrado os filhos dela.
Viveram por uns anos, mas como nem tudo são flores. Artur morre num combate de guerra num campo de bombardeio entre Alemanha e Estados Unidos da America do Norte. A causa da morte de Artur, uma baioneta na orta do coração que cortou toda a corrente sanguínea para o resto do corpo. Estela ficou sozinha criando os filhos dela e de Artur. Estela morre de velhice, nos braços dos filhos que a adoravam como mãe de todos.
Nota: Acredite se quiser. Isso foi um sonho que tive por várias noites seguidas. Fiquei tão impressionada que resolvi escrevê-la e editar no meu blogspot. Tem uma coisa muito intrigante e insistente nestes sonhos. Viúva por várias vezes, primeiramente com 5 filhos. E no final somente com 3 filhos e 2 do segundo marido de Estela. Coincidencia ou não.
8. O sonho que se repete. É sinal espírita
Vejamos dez das inequívocas expressões do sinal espírita na individualidade, que sempre se representa pelo designativo "mais", nos domínios do bem: mais serviço espontâneo e desinteressado aos semelhantes; mais empenho no estudo; mais zelo na obrigação; mais respeito pelos problemas dos outros; mais devotamento à verdade; mais cultivo de compaixão; mais equilíbrio nas atitudes; mais brandura na conversa; mais exercício de paciência.

Aconteceu numa colônia Alemã, uma cidade pequena de agricultores, pequena cidade com número reduzido de moradores.
Morávamos numas casas construídas de madeira, bem bonitinhas e caprichadas, parecendo uns chalés, mas tinha uma coisa que eu prestei muita atenção no sonho, haviam porões de concretos armados para nos proteger de ataques aéreos. Eu deveria ter uns 17 para os 20 anos de idade, e tinha uma irmã mais nova que eu, com uns treze na os de idade, minha irmã de hoje, chamada Eliana, que no meu sonho era cacau, que eu a chamava assim... No primeiro ataque aéreo, corremos desesperados para nos abrigar embaixo dessas casas e lá éramos acompanhadas por dezenas de pessoas nas mesmas condições. Os aviões vinham rastejando e lançando tiros de metralhadoras, pareciam que tinham radares, para localizar seres humanos.
Pegávamos nas mãos uns dos outros, para transmitir segurança, até terminarem os bombardeios. Escapamos desses ataque ilesas, sem ferimentos, mas muito abaladas psicológicamente.
No segundo ataque, eu perdi minha irmã de vista, quando ouvimos a sirena avisando que viríam ataques aéreos. Depois desse ataque sai feito louca atrás dessa minha irmã, e recebi a noticia que ela tinha sido alvejada, eu a encontrei e a achei toda ferida, mas estava viva. E nesse intervalo vieram os soldados com as baionetas para acabar de matar os que ainda estavam vivos. Eu carreguei minha irmã no colo e corri para uma casa que era dos comandantes mais fortes daquele campo de concentração. Lá haviam casas enormes e confortáveis e entrei correndo numa delas. Notáva-se que eram casas dos comandantes da guerra. Entrei correndo com minha irmã para uma dessas casas e quando um soldado entrou à minha caça, e um senhor de patente alta, como se fosse um major ou coisa maior me olhou e mandou que o soldado fingisse que não havia nos visto. Passou em direção a saída da casa e nos deixou vivas. Acordei nessa aflição, morrendo de sede e dai vi o dia amanhecer.
Rezei o salmo 23 com muita fé. Pedindo proteção do Senhor Jesus. AMEM !
9. Um lar sem Pai, é uma casa com o esteio quebrado

Desde pequena eu ouvia essa frase, sempre que um pai falecia ou abandonava a família. E fui crescendo com essa idéia na cabeça e muito preocupada em jamais ter um lar sem um pai. Lembro muito bem, a Larissa, nossa filha do meio, com apenas dois anos de idade, cantava para ele. Múisca, coisnha do pai, Inclusive ele tinha uma fita kasset, que com o tempo desapareceu de nossas vidas.
Larissa
Hoje ano de 2011, lembro que meus filhos tem um pai, embora o esteio de nossa casa tenha se quebrado, mas as coisas boas ficaram em nossos corações, e o que sobrou podemos ter a certeza que jamais se romperão.
Meu coração se enche de amor, ao ter a certeza que meu lar é seguro, firme e forte para todo o sempre, Amém!
10. O portão lá de casa de Santarém
Foi assim que cheguei, pela estrada do aeroporto “Wilson Fonseca”.
Mamãe à nossa espera, com aquele rosto que jamais esquecerei, a felicidade estampada pela chegada da filha , netos e bisnetos (Helci Soares Dourado). Matriarca da família Soares Dourado.
Alter do Chão – Pá, foi lá que passei minhas férias de julho de 2011, com meus filhos e netos. Que maravilha, tudo foi acontecendo por etapa, chegamos dia 14 de julho e no dia seguinte fomos para a praia de alter do chão, passamos três dias, de inteira alegria na pousada do Luis Ernesto Leal. As crianças maravilhadas com rio, parquinho, campo para jogar bola e outros encantos como a pescaria. Nessa época do ano, o rio está cheio e sua profundidade aumenta muito, devido as chuvas. Um rio azul de tão claro, vendo os peixinhos dourados nadarem ao redor deles. Peixe, peixe, dizia a Paola, encantada, porque só conhecia os peixinhos em desenho animado.
Voltamos para santarém, no dia 18/07, e logo fomos sentir o verdadeiro calor de 35 graus. Saboreamos as iguarias da região, como sorvete de açaí,, tacacá e outros. Passeamos pela orla, parquinhos, pescaria na orla que é o xodô do momento em que as águas estão encostadas na beirada da calçada da orla marítima. Meninada em estado de verdadeiro êxtase de contentação, tudo é novidade pra quem mora no Centro Oeste do Brasil - Goiânia/GO.
Passamos, 22 dias neste paraíso, entre Santarém-Pindobal-Praia do Cajueiro e Alter do Chão. Meus filhos: Larissa e Paulo, aproveitaram o máximo com seus filhos: Lucas, João Guilherme e Paola.
No último dia, 30 de julho, saí com duas amigas, Vanda e Sandra, velhas amigas de juventude que até os dias de hoje continuamos nossa velha amizade. Levamos meus netos e minha irmã Eliana, juntamente com meus filhos, Paulo e Larissa, a uma ptzaria da cidade. Lá conversamos e colocamos todas as fofocas em dias., kakaka.
Foi bom demais, tivemos de sair, porque o dono do estabelecimento estava fechando o local.
Obrigada meu bom Deus, por tudo isso em nossas vidas.
Feliz retorno ao lar (dia: 01 de agosto de 2011)

Minha mãe, Helci, Irmã Eliana, filho Paulinho e netos, Paola e João Guilherme
11. Eu carrego minha cruz, com muito amor...
Pelo Carma familiar, os seres são unidos entre si através de afetos e ódios, compromissos e débitos recíprocos, finalidades em comum. É provável que determinados grupos de espíritos reencarnarem, através dos tempos, ligados por laços consanguíneos de família, ou por laços de matrimônio, adoção, parentesco por afinidade, amizades ou inimizades muito fortes, formando grupos familiares que se repetem através dos tempos, apenas com mudanças nas posições que ocupam. Infelizmente, porém, a maioria das famílias estão ligadas por laços Cármicos negativos, geralmente de ódio e débitos recíprocos.
Duas pessoas casam-se movidas pela atração sexual, sendo, as vezes, inimigas de longa data, portanto, com obrigações de suportarem-se. Juntos, ferem-se e lapidam-se reciprocamente durante anos, aprendendo e evoluindo pelo sofrimento.
Outras vezes o nosso inimigo do passado encarna-se como nosso filho, pelo qual mantemos natural e biológica ternura que visa contrabalançar a repulsa natural. O que devemos ter em mente é que o nosso familiar, consangüíneo ou não, é um elemento importante e necessário à evolução de todos, devendo, outrossim, a caridade começar em casa. Costuma-se dizer, popularamente, que os amigos são escolhidos por simpatia, ou o que seja, enquanto os parentes são impostos pelo Carma.
O mais difícil de entender. Há quem considere seus filhos de sangue e os que foram adotados mde coração ou não, significa que é carma familiar. E por isso mesmo considerados uma cruz muito pesada e por tal motivo desprezados, ignorados e si9mplesmente esquecidos aos mal fadados destemperos da vida.
Aí Deus vem e fala: Há tua cruz está pesada é? Então vá carregar a cruz de outros para veres qual está mais leve ou mais pesada. Existe a repetição de padrão, também.
O carma familiar tão bem aceita e carregada com muito amor. Desejo que meus filhhos carreguem suas cruzes com muito amor e carinho pelos filhos de sangue e os que não são de sangue, para sua própria evolução espiritual.
Nota: Escrevi este artigo, com muito amor no coração. Não existem mágoas nem ressentimentos. Somente a verdade sentida, na própria vida que se encarrega de nos mostrar.
12. A luz que vejo em você
A muito tempo, penso em escrever um artigo sobre esses fatos que ocorrem comigo de uns 15 anos pra cá. Sempre fui espiritualizada, acredito na reencarnação e vidas passadas. Leio muito sobre esses fatos e acontecimentos em livros, nos sites que divulgam mensagens espíritas.
Tudo começou quando comecei a me interessar pela leitura de Tarô, depois foi astrologia, runas e enfim tudo que se tratasse de prever eu sempre estava curiosa e me aprofundava cada dia mais no assunto. Depois fui verificando que poderia ver quando menos esperasse algo sobre alguém sem cartas, sem astros somente ao olhar para a pessoa. Mas veja bem, não é todo mundo que consigo e nem na hora que quero. Vem do nada, sem menos eu esperar. Parece loucura, mas fico na minha quanto a isso minha primeira experiência, foi com meu filho Paulo.
Eu estava em Mineiros-GO. E de repente me senti muito mal. Uma agonia horrivel no peito, peguei meu carro, corri para angar do meu ex-mardio e por lá o encontrei e corri para ele, chorando e dizendo que eu estava me sentindo mal. Ele falou, volta pra casa que logo chego lá. Só que ele não voltou pra casa. Eu cheguei e logo em seguida chegou meu filho com o meu genro, André, que na época era somente namoradinho de minha filha Leticia.
Paulinho com a cabeça escorrendo sangue e um esparadrapo cobrindo um corte na cabeça. Sai gritando da casa em direção deles e eles muito assustados, ja foram falando, não foi nada, foi somente um pedaço de madeira que caiu na cabeça do Paulo. Calma mãe, estou bem. Quando aos detalhes desse pedaço de madeira na cabeça, ficou pra lá. Rezei muito para o anjo da guarda dele e assim tudo ficou bem.
Segunda experiência, ainda em Mineiros.
Fomos a uma festa com churrasco que uns gauchos, como clientes da Aviação Agricola Araguaia, fomos convidado. Nessa época estava no auge do meu esoterismo. Logo comentaram que eu lia as mãos. De repente formou-se fila. Fui direto para um casal que estavam sentados na mesa em frente a mim. Ela veio me falar que estava ha oito anos casada e que não tinha filhos e era louca pra ter. Olhei as linhas dos filhos de sua mão direita e vi filhos. E falei pra ela: mas você pode ter filhos, eles estão ai no astral, prontos para vir. Ele, o esposo dela, me olhou com aqueles olhos arregalados e eu olhei pra ele fixamente e vi algo em cima dele, uma luz que não sei dizer, bem como é: fica em cima do rosto da pessoa, ela fica branca iluminada e clara demais, chega a doer meus olhos. Dai pedi sua mão para ler, e fui logo olhando as linhas dos filhos e não tinha nenhuma linha que indicasse filhos, olhei para ele e falei: cuidado com seus pés, tome mais cuidado. Não me pergunte porque falei em pés, pois a única pista indicada, que ele era Pisciano. Depois encerrei esse tipo de consulta, pois fiquei super cansada de repente e procurei me afastar dali. Uma hora depois chegou a noticia, o carro que esse casal estava, saiu do churrasco e capotou 5 km dali da festa e pasmem, esse moço faleceu na hora e com as outras pessoas nada aconteceu.
Tenho visto algumas pessoas com essa luz branca no rosto e coincidências ou não, essas pessoas morrem tragicamente. Não foi o primeiro, segundo, terceiro e nem quarto, hoje fico muito preocupada quando vejo alguém com essa luz e ultimamente uma pessoa muito querida que vi há umas tres semanas, faleceu tragicamente, assassinada brutalmente por causa do carro. Para quem ler esse artigo, se for espiritualizada, me diga, o que fazer ? Pois me sinto mal quando vejo essa luz e fico dias dormindo mal, rezo muito, e logo recebo a noticia dessa pessoa. Não posso contar todos os fatos, pois são pessoas reais, de meu convívio ou não.
Algum tempo atrás, vi esse sinal ao avistar duas pessoas, muito copnhecidas por mim.Um moreu estupidamente em um acidente de carro. O outro sofre de algumas doenças que poderá realmente levá-lo à morte súbita.
13. Antes que seja tarde demais
Eu sou a do meio (Larissa). No meu primeiro dia de aula, você não segurou na minha mão. Quando cai de bicicleta, você não beijou meu machucado e nem me prometeu que antes de casar sarava. Quando me senti diferente por ter uma doença atípica, você não me disse que o importante era que pra você, eu era especial. Quando tive medo, você não acendeu a luz e disse que foi só um pesadelo. Quando senti solidão, você não disse que me amava.
Na minha festa de 15 anos, você estava do outro lado do País e não dançamos a valsa dos pais.Quando passei no vestibular, não ouvi de você: “parabéns”, mas sim que eu tinha cumprido minha obrigação.
Quando me formei, não havia ninguém conhecido na platéia. Quando dei a luz, você estava a 500 km. Quando me separei, me senti órfã. Talvez esse não seja o momento mais oportuno pra escrever sobre isso, mas nunca sabemos o momento ou a hora adequada, com tantos latrocínios, doenças fulminantes e inesperadas, amanhã pode ser tarde demais, então fica aqui um pedido. Se ainda há tempo para tudo isso, pai, não espere meu velório para pegar na minha mão, me beijar, dizer que me ama e que para você eu era especial. Da filha que sempre te amou e para quem você sempre será especial.
Larissa Dourado Toledo.
P.S. Não mandei isso para o meu pai, e provavelmente ele nunca chegue a ler, talvez porque eu acredite que já é tarde demais, ou não...mas já foi bom conseguir falar sobre isso, e já que o blog se chama “O amor ensina”, que cada leitor tire sua própria lição.

Capítulo VI.
a) Partindo desta página, farei uma homenagem aos meus amigos e familiares que já partiram desta vida terrestre.
Que meu amigos que já partiram, estejam no caminho das flores...
b) Lembro de ti, Ana, assim, alegre da vida

Fala minha irmã!
Puxa, acabei de chegar da assembléia, hoje foi barra, minha irmã, estou morta de cansada.
Falei com meu irmão Oscar, e ele me falou que mamãe está bem. Estou louca para ir lá em Salinas. Mas como sair desse trabalho agora, com tantos problemas por lá. E assim... nossas conversas não tinham fim.
De um assunto para outro, até que uma de nossas baterias descarregassem, não parávamos de conversar, ou então se outra pessoa ligasse e tínhamos de atender.
Você é daquelas poucas pessoas que podemos dizer "querida” do coração! Sabe por quê? Simplesmente, porque você foi muito, muito querida para mim. No percurso da minha vida, do meu caminho, acabei conhecendo você! Que bom!!! Sua sabedoria e alegria de viver fazem a sua riqueza. Você soube ser amiga; mesmo com tantos revezes da vida, você ainda achava tempo para lembrar das amizades capengas e devedoras como eu. Sinto-me culpada, cada minuto que lembro de não ter tempo pra estar mais próxima de você. Ana, saiba que se eu pudesse resumir as palavras: mulher, bonita, poderosa, graciosa, charmosa, inteligente, alegre, feliz, ponderada, justa, sincera, humilde, boa, sensata, equilibrada, segura, paciente, boa ouvinte, etc...
Eu diria apenas: ANA ! Amiga, saiba que estou torcendo para você passar por esta prova da outra vida rápido e totalmente curada. Tenho a certeza de vê-la dizendo: Venci!!! Venci!!! Venci!!! Sabe por quê? Porque você é merecedora de todas as conquistas da vida e após vida. E hei de lembrar para o resto de meus dias, que eu tive uma amiga e ela se chamava; Ana Maria Cordero Costa, filha de Sr. Ivanildo e Dona Carolina. Mãe de Natacha e Veruska.
Descanse em Paz e siga todos os ensinamentos que nas nossas conversas passava pra mim.
c) Ainda Ontem Chorei De Saudade

Saudades, saudades, saudades, sim e daí.
Amigos que e foram me lembram ao tocar essa música e era com els que ouvíamos tantas vezes quisesse. E infinitamente até os vizinhos reclamarem.
As gargalhadas soam como música em meus ouvidos, Meu Deus, como é bom ter amigos, embora eles partam para a Luz Maior, mas saber que um dia existiram em nossas vidas é prazeroso.
Hoje setembro de 2011, relembrar é para sempre, mas quem fazer com essa dor, é chorar para lavar a alma.
Chorar faz bem, quer dizer que eles mexem com nossas emoções mais sentidas e queridas por nós.
Que meus amigos ainda hoje compaartilham dessa vida, na terra, quero lhes dizer que os amo muito, vocês não precisam partir para eu declarar meu amor por vocês.
Minha amiga Edite Loureiro, esposa do Rui Loureiro, somos amigas desde a infância, nascemos e nos criamos na mesma cidadea. Nossos pais eram amigos. È uma pessoa especial. Hoje lembro de vocês e sinto muitas saudades. Saudades que chega a doer, porque ela é uma amizade familiar especial.
Nota: Uma pessoa muito especial, apesar dos pesares da vida, que ainda está entre nós os mortais. Viva muito e viva feliz !
d) Mesmo sem data para chegar e sem data para ir embora...
É assim que imaginamos que vai ser, mas nem sempre é assim.
Marcamos a data da cesariana, mas não marcamos a data de nosssos
episódio desses que nos ameaçam. Pedindo proteção, pedindo que Deus abençoe nossos filhos e agora netos.
Mas quando menos esperamos um deles precisa partir.
É ai que entra a poesia de Fernando Pessoa:"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, de angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido”.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue sua a vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe... nos e-mails trocados.
Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens...
Aí os dias vão passar, meses... anos... até esse contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são aquelas pessoas? Diremos... Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrimas nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado. E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades...Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos"! E quer saber mais. Naõ deixe que isso aconteça em sua vida. Participe mais do convívio com os e as ex, amigos, de parentes distantes, velhas comadres que moram longe de você, sobrinhos, primos, tias(os), avós e outros que não citei aqui.
Faça isso enquanto é tempo, pois não sabemos até quando ficaremos juntos.
Nota: Este texto foi escrito por Elcely, em homenagem a minha velha e querida “tia Vera” e “meu primo Livio”, que partiram de maneira inesperada, em Santarém – Pará.
e) Retrato de Pai
Por: Elcely Soares Dourado
Minha escrita não está baseada em nenhuma teoria. Mas naquilo que sinto. Os textos científicos são escritos sem alma. Neles não se sente cheiros e sabores.
Mas, o que me levou a escrever, começou a partir de um trecho de uma música antiga, que nem me lembro dela toda. Desta lembrança vieram outras correndo, acrescentando, crescendo... “Pai, você foi meu herói, meu bandido...”
Sim eu tive um pai, Phebus de Canaan Dourado, nascido no Mato Grosso deste Brasil, na antiga cidade chamada Escalvado e que foi criado em Belterra-Pá.
Mas, em 24 de maio de 2002, foi embora, deixando em mim uma falta grande de risos e sorrisos, de carinho quando falava comigo ao telefone que ao atender-me dizia: “ Aloooô, há é você meu papai ?” Como tenho saudades de ouvir a sua voz que aos domingos ouvia...

Deixou a saudade do peru de natal, que o Dedê, seu amigo, o presenteava todos os anos. Do garrafão de vinho tinto quando ia para Alter do Chão.
Meu pai era assim: nada de bandido, tudo de herói. Acho que Freud deve explicar. Mas deixa para os psicanalistas esta outra história.
Homem de hábitos corriqueiros e rotineiros, que todos os dias, às 06 horas da manhã, já estava tomado banho, de barba feita e vestido de branco, todo pronto para abrir o seu laboratório “PHEBUS DOURADO”.
Nos últimos tempos, quase não pude ajudá-lo a resolver seus problemas, pois morando longe, não captava as suas dificuldades, conseqüentes dos seus anos de vida. E assim ele nos deixou.
Foi para o andar de cima, voltou para a “Luz Maior”, mas ainda está muito vivo em minha memória, pois sou uma filha bem resolvida, com o pai que tive, meus problemas foram amenizados como um bálsamo por seu carinho e amor na sua Função Paterna.
f) Saudade, saudade, saudade...
Dia 24 de maio de 2003, completou um ano que nosso adorado pai, Phebus de Canaan Dourado fez a viagem. Um ano de saudades e de lembranças. E deve ser assim com todo mundo que perde uma pessoa muito amada. Nunca havíamos perdido ninguém tão próximo como o nosso pai e, de repente, nos víamos sem chão, sem pai.
Ainda hoje é muito difícil escrever sobre ele, mas tentamos seguir nossas vidas como nosso pai: alegre, ativo, bem disposto. Era assim que ele era. Durante a semana, acordava cedo e ia para o laboratório Phebus Dourado, não sem antes comprar o pão quentinho. Quando chegava o final de semana lá ia ele para Alter-do-Chão, Maracanã, Belterra ou para onde o convidassem. Na praia, ele se destacava. Em meio à moçada, papai se ensaboava todo, ficava branquinho dentro da água. Todos riam. E ele nem ligava. Nosso pai era muito mais “moço e festivo” do que muitos garotões. “Lets going”, era assim que ele nos convidava para comer um sanduíche, para tomar um sorvete ou, simplesmente, para a ir à feira. Quando dizia “vamos” já estava quase na esquina. Confessamos, parece que todos nós somos assim, não agüentamos esperar os retardatários.
Aprendemos não só lições de vida, mas lições de casa. Assuntos como geografia, história, “causos”, a base da religião espírita era com ele mesmo. Ficávamos horas conversando e rindo de algumas convicções que ele dizia ter. Papai sempre falava que a mulher tinha de cuidar de seu marido, dar carinho, roupa lavada... Nós ficávamos possessas, aí que ele falava mesmo, adorava ver as mulheres da família bravas, principalmente a mamãe. Papai ria de verdade, mas no fundo, sabia que os tempos eram outros.
Passado um ano, ainda relembramos de histórias engraçadas que causam dor de barriga de tanto riso. São “causos” em que o próprio papai foi protagonista, mas certamente isso ele iría querer ver retratado no jornal. Acho que ele preferiria contar a cada um de vocês. Como ele não está mais entre nós, fica a cargo da imaginação de cada um dos parentes, amigos e conhecidos pensar nas peripécias de nosso pai. E é assim que queremos sempre lembrar do nosso papaizinho: com alegria.
Agora, o “seu Phebo”, como era chamado, deve estar ao lado de outros irmãos desencarnados, com certeza contando “causos” de quem ficou por aqui. Ele de lá, lembrando da gente, e a gente daqui, lembrando dele com imenso carinho. Oh, saudade danada! Um dia a gente se vê!
Família Dourado
Por E-mail:
Escrito por Erica Soares Dourado é Jornalista e Publicitária, com residência fixa na cidade de Brasília-DF
g) Saudades da amiga distante
Tua saudade está retratada num simples guardanapo de boca, pequeno bilhete escrito às pressas a bordo de um avião. Rota: Belém-Santarém/Pará. Chegou em minhas mãos, pelas mãos de outra amiga, hoje comadre (Cleusa Brandão). O que consta no bilhete? poucas palavras, mas o suficiente para tornar bem claro, a importância de nossa amizade ____1968 ______1997, foram 29 anos que a distãncia não permitiu rastros de esquecimento. Nossos encontros, embora raros, regados de risadas gostosas, por lembranças da adolescência ! Bobagens, claro... mas.... importantes para não serem esquecidas jamais ! 25 de março de 1997, passaram-se 32 dias que partistes amiga Esmeralda. E quando miro tua face em minha memória, vejo um rosto marcado de cicatrizes que o tempo não perdoa e a ninguém poupa. Tua saudade está nos lábios... Ouvi tua voz ao telefone, uma voz embargada , cansada de tanto desencanto, a ausência de energia na voz monótona, mostra, ao contrário do que falas. Sentí que partias, para um lugar que hoje desconheço. A saudade aumenta a medida que caminho na vida, tua saudade está nas pequeninas lembranças que carrego comigo, amizade que acalento para sempre, na bagagem da vida. A memória, amiga Esmeralda, traz depressão e ausência de voz, porque somente o silêncio, respeita a dor de te perder na vida. A depressão, faz-me alvo fácil nos revezes de nossas vidas. E eu amiga Esmeralda, não ouso falar-te mais da face negra e sobria, da solidão que devora e exaspera...Prefiro que coloques na vitrola aquelas músicas do Lennon, HEY JUDE...
Recorda-te-ei com saudades, e unidas como duas meninas, velhas cúmplices, falar-te-ei mais um pouquinho de minha pessoa, falarás algo mais de ti. E quando o sol, mostrar-me o caminho para mais um dia de luta que começa no calendário da rotina inesgotável do tempo. Lembrar-te-ei, amiga Esmeralda: o som de sua gargalhada diária, ela soa como música suave aos meus ouvidos. E na caminhada, pelas calçadas da velha Praça de São Sebastião, que parece não ter fim... Faça sua viagem cósmica. Na casa do silêncio, visualizo teu riso e adormece, triste, a minha voz !!!
Lembra-te de mim, da amiga,
h) Para minha amiga, Bela
Há muitos anos que já se passaram, li um livro, chamado:"Éramos seis"__ é um livro Espírita, com depoimento de seis jovens que morreram de maneira trágica.
Quando assisti e ouvi esse vídeo, lembrei na hora desse livro. Que dei a uma amiga, chamada Bela, porque tinha perdido de maneira trágica, seu único filho homem, num acidente de avião que ele mesmo pilotava. Essa amiga, jamais se conformou com a morte desse filho. Procurei lhe ajudar de várias maneiras que estavam ao meu alcance, mas tudo que pude perceber que a fé dela ela altamente abalada pela descrença em tudo que fosse a vontade de Deus.
Ela continua a viver dessa maneira, sempre inconformada. Coisas muito ruins continuaram a lhe acontecer na vida. Perdeu o marido, assassinado na sua frente e anos mais tarde seu neto, filho desse filho que morreu de acidente de avião, também aos 19 anos, sofreu outro grave acidente de avião, em que o piloto faleceu e ele ficou paraplégico.
Hoje, minha amiga bela, ja passa dos 60 anos e continua a viver lamentado tudo que lhe acontece, sofrendo muito, últimamente perdi o contato com ela.
Capítulo VII.
a) Sentia-me ancorado no gelo
Nesses caminhos que percorremos, acabamos por compreender que a vida ensina, mesmo com amor ou por amor ou pela dor. Foi num domingo de muita harmonia em meu lar, dia 13 de dezembro de 2009, nos reunimos num pequeno apartametno em que morava de aluguel, esperando a decisão judicial sobre meu caso. Fiz um belo almoço atípico, pois realmente não gosto de fritar bifes, pois não tinha exaustor nessa cozinha e detesto gordura impreganada nos móveis. Bem, venci esse preconceito por amor aos meus filhos, netos, nora e genro. Comprei uns bifes de carne de boi enormes e ovos. Resolvi fazer bifes à cavalo. Fritei os bifes e os ovos um a um e montei os pratos individuais, foi muito engraçado, porque nunca me viram fazer esse tipo de prato.
Sentaram na mesinha que tinha para nossas refeições. Detalhe sentaram somente, meu filho e andre, meu genro, pois o máximo de espaço que tinha na mesa, só daria para eles dois, o restante foi para o sofá, banquinhos e outros. Foi o melhor almoço que ofereci aos meus queridos.
Foi muito divertido o desenrrolar do almoço, repeti varias vezes para cada um os bifes e montei os pratos conforme iam me pedindo. Eu fiquei tão feliz que nem lembrei de almoçar. Fiquei a olhá-los muito encantada com o efeito do meu cardápio. Leticia e andré precisavam ir embora, pois de Goiânia para Mineiros seriam uns 400 km de viagem e gostariam de chegar antes de anoitecer. Eles arrumaram as malas, se despediram e foram embora, e eu chorando como sempre. Fui para a cozinha limpar a bagunça que eu mesma fiz. Arrumei tudo e lá pelas 22 horas é que terminei com tudo limpo e no seu lugar. sou assim, papel perfex.
Fui tomar um banho para me deitar. Passei meus cremes, pois a vaidade não me abandona jamais. Puxei os lençóis da cama e deitei-me. Meu Deus. Passou um furacão em cima de mim. De cima para baixo, nos meus pés senti uma agonia tão grande, um desespero, uma sensação de morte, horrivel. Meu coração acelerou, fiquei com muito frio, e sentia a pior sensação que uma pessoa pode sentir, a presença da morte. Levantei, gritei pra Larissa que ja estava de camisola para dormir e o Lucas de pijamas.
Filha, pelo amor de Deus, me leva à sério, agarrando-me nela. Me levaram para o hospital do coração aqui perto. Fui para o Hospital do coração, e acredite se quiser, la não tinha nenhum aparelho que pudesse diagnosticar qualquer emergencia causado por infarto. Meu filho chamou uma ambulância e me levaram para outro hospital com mais recursos. Fizeram o cateterismo e me doparam ate amanhecer o dia.
Detalhe: nesse intervalo eu só sabia gritar que estava morrendo, o coração acelerado, pressão altissima e tudo descompensado em meu organismo. Amanheceu o dia, fui levada para um quarto normal, meus filhos ao meu lado e muito aflitos, pois não tinha um diagnóstico preciso. Nada de anormal no coração, portanto eu não tinha nada fisico. Voltei para casa sem medicamentos. E assim se passaram mais dias com esses mesmos ataques. Até que finalmente minha amiga Ana Maria Cordero, pediu ao seu ex-marido, Dr. Edson Cavalcante, Neurologista, me atendeu e falou: é Pânico, o tal de sindrome do Pânico. Pegou sua receita azul e medicou-me o qual fui imediatamente comprá-los e nessa noite dormir feito um anjo. Finalmente meu cérebro descansou. Para quem não sabe o que é Sindrome do panico, por favor, va la no google e pesquise sobre tal assunto. Não vou negar que de vez enquando sinto algumas coisas estranhas, mas levemente o que eu sentia antes de ser medicada.
Hoje, dia 17 de março de 2011. Enquanto esse tempo passava, apegei-me à Deus, pela dor de não ir embora agora, fui tentando entrar em meu próprio equilibrio, pois a sensação é de perda de todos os sentidos: tato, paladar, amor, desamor, cheiros, frio, calor, enfim tudo que uma pessoa normal, sente, eu tinha perdido. Nada me importava, perdi varios quilos, fiquei com uma aparência de louca, porque eu mesma não me olhava no espelho com medo de mim mesma. Jamais chegava perto de uma janela, com medo de me atirar abaixo. Mas dai surgiu a vinda da minha neta Paola, minha nora me deu o prazer de dois meses entregar aos meus cuidados sua filha com meu filho, Paola. Todos os dias ela chega cedo para que eu cuide dela. Isso foi a melhor coisa que me aconteceu. Com essa procupação eu não me permitia sentir nada que atrapalhasse cuidar dela. Com toda responsabilidade que deveria ter. Hoje ela tem 1 ano e 10 meses, ela está dormindo no meu quarto, com ar refrigerado ligado e muito a vontade, saudável e feliz.
O que realmente desejo dizer aqui: Meu quebrantado coração, se acalmou por amor e pelo amor de meus filhos, genro, nora e netos.
Obrigado Senhor... Que o espirito Santo ilumine nossas vidas !
Nota: Entre Dezembro de 2009 ate os dias de hoje, sofro de Sindrome do Pânico! é uma doença crônica, uso medicamentos para as crises serem afastadas. Consigo comer tranquila; antes não conseguia me alimentar, tinha medo até de comer; Faço caminhadas regularmente; Ando de avião; Viajo normalmente; Tenho paciência com tudo e com todos; Sinto paladar, cheiros e outros sentidos que antes não conseguia sentir. Me considero uma pessoa saudável, tanto fisicamente como mentalmente.”
Hoje, novembro de 2011, Paola está com 1 ano e 11 meses de idade. Linda, saudável e todos os dias está aqui comigo.
A mãe encontra-se em Florianópolis, se recuperando da cirurgia que fez para retiras do câncer no seio esquerdo.
A seguir , relatarei como ela se encontra neste dia de novembro de 2001.
Capítulo VIII.
a) A família que se forma e fala ao meu coração
Deus responde minhas orações de maneira maravilhosa, e hoje eu vejo os resultados.
Nos dias atuais, ano de 2011, a família de meu filho é o maior tesouro de sua vida. Sua esposa está passando por um problema de saúde, abalando a todos nós que a amamos muito. Mas Deus ouve nossas preces e há de tirar dela esse mal para que a deixe curada podendo asim cuidar de sua família com muita saúde.

O casal: Larissa e Paulinho
Pois então, operei dia 01 de novembro e dia 02 já estava em casa, recebendo o carinho dos amigos e enfrentando a curiosidade “quase mórbida” natural da maioria – “nossa, uma mulher que tirou o seio, deve estar sofrendo horrores!”...Ué, mas você já está de pé?”.... “Já vai sair”?
É incrível como o que o seio representa no “conjunto da obra” de uma mulher. No caso de um seio mastectomizado, provoca curiosidade, uma pena velada, solidariedade, cuidado, ternura e por aí vai.
Todos os sentimentos simultaneamente. E sempre esperam de você uma mesma reação: tristeza infinita. Afirmo que a tristeza dura pouco, pelo menos pra mim. E quando você não sente tudo o que esperam de você? Fazer o quê? Me preparei bastante para o dia da mastectomia. Terapia, sal grosso, leituras (principalmente as que exaltam o espírito, já que o corpo estaria baleado), conversei com amigas, li sobre experiências parecidas e me senti pronta paro o dia D! Hãm Hãm. Vou te contar: é f...! Qualquer cirurgia é de “doer”.
Não estéticamente, mas físicamente mesmo! Tive que tirar alguns gânglios e, portanto mexi com a axila... E daí? Tenta pegar na orelha oposta à cirurgia? E o azeite para repor que está na prateleira mais alta do armário? Nooooossa. Parece que fiz uma farra fenomenal na noite anterior, ou um sexo selvagem sado-masô em que eu fiquei pendurada numa espécie de pau de arara! Imaginou? Pois então, é isso.
Dói porque o músculo foi mexido e isso não tem preparação psicológica que dê jeito. É exercício, tempo e analgésico. E se alguém vier te dar aquele abraço, previna-se ou então será aquele riso amarelo. Se fiquei triste com o pós-operatório: sim. Se estou triste: não mais.
Dói porque o músculo foi mexido e isso não tem preparação psicológica que dê jeito. É exercício, tempo e analgésico. E se alguém vier te dar aquele abraço, previna-se ou então será aquele riso amarelo. Se fiquei triste com o pós-operatório: sim. Se estou triste: não mais.
Não que eu não esteja mexida, afinal, a dupla sempre me fez muito feliz por todos esses anos, e é incrível a harmonia divina dos 02 juntos. O que fica sozinho, coitado, fica meio desequilibrado.
E no mais, “a vida não tem tecla Esc, então, tem que encarar”. E imediatamente penso:
1. Vou ter tempo para escolher meu “air bag” novo e pedir “ajuda aos universitários”.
2. Em julho, estarei nos trinques!
3. O meu câncer deve estar em algum lixo hospitalar (espero!), por aí e não é reciclável.
4. No carnaval já estarei recuperada. E falo pra vocês uma vantagem:
É a dieta mais eficiente que eu fiz. Em 04 horas perdi 01 quilo!
E descobri que o cara que amo é o melhor enfermeiro do mundo.
E descobri que o cara que amo é o melhor enfermeiro do mundo.

e) O astral da Larissa e seu médico Leandro Nasciutti

f) Comentários dos amigos da Larissa no Facebook
Tais Motta Sua beleza, sua alma e a pessoa que você é sobressai e torna qualquer detalhe pequeno demais perto de você. A beleza está no coração, e na alma. Você é muito mais que esse detalhe. Beijos
Paulyana Rebouças Linda como sempre em todos os aspectos...........linda de coração, de alma, e pode ter certeza....... que está nos ensinando muito, com este astral, com esta espiritualidade lindaaaaaaaaaaa ....... Somos seres tão pequenos perto da grandiosidade que Deus nos preparou........... e vc melhor do que ninguém sabe disso....... que vc tenha uma ótima recuperação, e estamos ai do seu lado.... eu no meu cantinho, mais sempre com vc nas minhas preces..... e o povo la em cima cuidando......... bjusss grandeeeeeee em seu coração....
Caroline Rodrigues voce e um exemplo guerreira,forte...mesmo com tudo isso ainda fica com um lindo sorrizo no rosto...voce merece muito mais que carinho, e amor...voce e epecial e querida.bjs
Fabianna Stéphanie de Barros Amiga, a sua coragem, a sua força, garra e determinação lhe torna cada dia uma pessoa melhor. Você é mais do que um exemplo que podemos superar tudo isso. Você já é uma vencedora, e os vencedores são os nossos orgulhos. Que ORGULHO de vc, de ser sua amiga, de um dia ter tido a honra de te conhecer. Uma lição de vida para todos nós. Te amo. FORÇA, PAZ, SAÚDE. Volta logo, quero te ver. Bju bju bju
Daniella Capingote Vc é uma lição de vida... Uma menina mulher, mãe guerreira e poderosa! Parabéns lindona por ter enfrentado tudo isto com garra e determinação! Ao ler seu relato chorei de emoção! Fico feliz em conhecer uma pessoa iluminada como vc! Estamos distantes espacialmente, mas sempre esteve presente nas minhas orações para sua vitória! Parabéns! Parabéns por tudo... Parabéns ao casal que permanecem tão firmes e amorosos... Vc são literalmente a tampa e a panela... Te admiro muito! Muito mesmo! Bjs ! Felicidades! E que Jesus sempre derrame vitórias na sua vida, dos seus filhote e do seu amor Paulinho! Sejam extremamentes e infinitamentes felizes!
Diolgo Araujo Nega estamos torcendo por vc !! Que vc volte logo, e muito bem !! Bjão fica com Deus !!
Mauriene Fonseca de Lima so vc msm, te conheço a tao pouco tempo e ja te admiro tanto, por tanta determinaçao e coragem, isso msm tem ki olhar sempre p frente e ver o lado bom de tudo que passamos na vida, vc sabe que nada é em vao e tira proveito de tudo é o melhor a se fazer, fica com Deus, e volta logo, bjs...
Ana Paula Drumond Nunca se entregue a tristeza! Parabéns por essa força, vai dar tudo certo! :)
Lina Dutra te admiro muito por esse preparo psicologico e espiritual que vc está tendo. bjo e fica com Deus
Cleide Silva Amem por ter corrido tudo bem e parabens por ter ao seu lado pessoas que te amam,te ajudam e torcem por vc.Boa recuperação.
Juliana Ponchio Essa é a Larissa que eu conheço: forte e guerreira.
Ludmilla Almeida Falar o q neh guerreira! Bem vinda ao time dos q tem coragem de viver! Sou mto grara de ter vc na minha vida! Bjo!
Stefania Caixeta Ao ler o q vc escreveu me emocionei... admiro vc por ser uma mulher de garra, de fibra, perseverante, determinada es uma mulher guerreira do dia a dia ..é uma pessoa integra de palavras inteiras. Continue assim!!!
Carla Teresa Coelho Domingues Minha mãe tem 84 anos e fez mastectomia há trinta e poucos anos atrás.Na época não existia a técnica de reconstituição, por isso ela usa uma prótese no soutien.Quando toca a campainha ela ri e pede pra gente sair correndo pra buscar o peito dela :) :) Ela é exemplo pra mim e posso te garantir que vc passou a ser tb.Beijos!
Gustavo Brito Pantera enfermeira... hehehehe!
Kamilla Urzêda Amiga como fico feliz por saber que vc está bem!!!! Essa é minha amiga linda e guerreira!!!!
E que história é essa de "seu câncer"???? Seu nada,apenas conviveu com ele por algum tempo,mas já o colocou pra fora da sua vida!!!!!!
Te amo!!!!!!
Quando eu "crescer" quero ser igual a vc!!!!!
E que história é essa de "seu câncer"???? Seu nada,apenas conviveu com ele por algum tempo,mas já o colocou pra fora da sua vida!!!!!!
Te amo!!!!!!
Quando eu "crescer" quero ser igual a vc!!!!!
Giovanna Schittini Lari, você é inspiradora!!!
Aline Cecília Oh minha linda! Agradeço a Deus pela sua recuperação. Como já lhe disse várias vezes te admiro não apenas por seu carisma, profissionalismo, amizade e beleza. Te admiro por sua força e determinação. Lindona vc é um máximo e sou muito grata a vc por tudo o que fez como profissional. Por vários choros que vc já aguentou... por sua amizade e carinho... Pelas intermináveis horas de desabafo e confidências rsrsrs ai que falta eu sinto rsrs. Vc é lindona de qualquer jeito. E esse "pequeno" detalhe, pode sim incomodar. Mas tenho certeza que a sua determinação é muito maior, o seu brilho é mais intenso e com tanta modernidade, como vc mesma disse:
" há tempo pra escolher o novo "air bag"..." rs.
E não há nada mais perfeito, mais lindo, mais atraente e sexy que uma pessoa inteligente, bem humorada, que ama viver... Pq sabe que a vida apesar dos problemas é linda e vale sim a pena ser vivida.
Parabéns e felicidades sempre...
" há tempo pra escolher o novo "air bag"..." rs.
E não há nada mais perfeito, mais lindo, mais atraente e sexy que uma pessoa inteligente, bem humorada, que ama viver... Pq sabe que a vida apesar dos problemas é linda e vale sim a pena ser vivida.
Parabéns e felicidades sempre...
Janara Brandão Fonseca Meu Deus sem te conhecer pessoalmente já te admiro muitttoooo...nossa...
Larissa Dourado Toledo Que o falar ao ler isso? Nada...só me resta solenemente e silenciosamente te reverenciar, vc é maravilhosa...pra dizer o mínimo...te amo...
Letícia Toledo Acho que realmente nao tem o que falar.. é só te esperar pra te dar um abraço não tão apertado como gostaria.. mas tão mais carinhoso como sempre vc mereceu.. bjo grande... e quanto ao enfermeiro.. eu sabia que estava adormecido... so faltava acordar...hehehe bjaoooo
Elcely Dourado , mãe do esposo-enfermeiro dessa criatura de Deus, dele já esperava por isso, um filho tão amado como ele, só poderia dar um ótimo esposo e pai dos filhos que estão aqui e os que virão ainda, tenho FÉ em Deus. Que Deus os abençoe. Amém !:
Comentários no blog. O Amor Ensina: http://elcelydourado.blogspot.com
Mana que coisa boa, voce ter começado o tratamento espiritual. Deus ajuda que voce fique boa logo. Bjos. Maria Thereza
Ótimo relato ,mesmo porque vem do coração e da alma. Que DEUs conduza sempre sua vida Tia Elcely. Romualdo ,
Adorei! curta mesmo os netos enquanto pode depois eles crescem e pronto... Uma abençoada semana a vc e a todos, bjs! Sandra Lucia
Elcely e Larissa parabéns festa maravilhosa tudo perfeito e delicioso, obrigada pelo vatapá. Bjos. Maria Thereza
Amiga, li sua postagem e achei maravilhosa eu gosto muito dessas mensagens as vezes servem direitinho pra gente, não é! um saudoso abraço...Sandra Lucia.
Quando reescrevi este texto, da cruz que carregamos, lembrei de minha filha larissa que fala: minha cruz é de isopor e tem rodinhas. Isso sempre me intrigou e questiono muito sobre minha cruz, que nunca senti como cruz ou mochila cheia de pedras.
Amiga, muito intrigante e instigante sua história, sonhe mais vezes e conte pra nós,vale a pena Ler, bjs e boa sorte. Sonia
Que coisa boa, Elcely esse ano foi das meninas chegarem para você, crianças são um bálsamo para a alma, para vida. Boa sorte.Bjos. Maria Thereza
Elcely, esse ano é o ano das moças chegarem para voce.Seja muito feliz, crianças são anjos em nossa vida. Beijos
Elcely tenho lido seu blog todos os dias está cada dia mais lindo e verdadeiro. Voce precisa, quando toda tempestade acalmar pensar em escrever um livro. Beijos. Sua amiga e mana Thereza
Família crescendo, só felicidade,voces merecem. Quem não participa desses momentos só tem a perder. Beijos
Elcely, só posso te agradecer pois tudo que voce escreveu é recíproco, a nossa amizade cresceu e pemaneceu , porque foi conquistada através de sinceridade, respeito mútuo, e acima de tudo solidariedade. Abraços. Thereza
Elcely, que maravilha fiquei emocionada, voce é uma grande mulher, e tudo o que é seu estará nas suas mãos muito em breve. Como eu te disse há 18 anos atrás te conheci e voce continua a mesma sincera e com muita dignidade. És um exemplo muito bom para seus filhos e netos. Beijos Thereza.
Elcely, que vó mais coruja voce está saindo, é muito bom ver sua alegria é muito contagiante. Mais você merece, tem uma família bonita e 100% dessa beleza e harmonia e mérito seu. Você está parecendo uma Historiadora e não uma psicopegagoga. Beijos e Felicidades para Família da Letícia, André e Luíza que se inicia. Beijos. Thereza Schittini.
Elcely parabéns a sua felicidade está contagiante, com essa árvore que voce fez, está parecendo Historiadora e não Psicopedagoga. Beijos e abraços a Família Toledo e Araújo. Thereza Schittini
Olaaa mulher virtuosa, pessoas especiais, pessoas abençoadas “A tempo de plantar, e tempo de colher”, diz Salomão no Eclesiastes. Existem momentos em que o guerreiro desembainha sua espada e parte para o combate. Mas existem momentos em que é preciso ter paciência. ORE e deixa as coisas nas mãos do Senhor e tudo virá no seu
g) Dizem que recordar é sofre mais... Eu não acho, pelo contrário, adoro...
Mariana, Larissa e Erica

Toledo, e Lucas

Leandro e Paulinho, quando eram roqueiros

Paulinho, descascando batatas, estava de castigo...

Larissa, engraxando as botas do Paulinho...
Família reunida, jamais será vencida...

Uma princesa grávida
Um reizinho, Lucas com sua prima, Luíza

Lucas e Luiza, acabaram de acordar na vovó Cely

As minha rainhas
A Clone

Sangue do meu sangue...

As cunhadas

As linda da vovó Cely, Paola e Luíza

Como não ser feliz? Com uma coisinha desta na minha vida !

E aqui então?

E esse esse abraço apertado ?

Meu primeiro amor...


AMIGOS PARA SEMPRE (PAULINHO E ARITANA)
Amores da titia, Larissa

Aiiiiiiiii, como é bommmmm !

Papai é tudo de bom...

Aniversário de 6 anos do João Guilherme

O filhão em Florianópolis, antes da Larissa operar

Minha vida, meus netos...

Capítulo VIX.
O Amor Ensina

E nesses momentos de nossas vidas, depois de uma grande tempestade em que minha família passou. Eu rezei e orei muito durante tudo isso que passamos.
“Derrama o teu coração como água perante o Senhor, levanta a ele as tuas mãos pela vida de teus filhinhos”
Lamentações 2:19
O fato, aliado ao sentimento de culpa que se segue, por revelar algo tão íntimo de minha vida pessoal, assume proporções que chegam a nos deixar paralizados e que nos causou um grande mal em nosso espírito, emocional, psicológico e moral. Felizmente recebi aconselhamento jurídico e apoio psicológico, ao ponto de ser capaz de superar os problemas antes que pudesse causar algum dano amoral para meu ex-marido e a mim mesma.
Um dia, clamei à Deus em oração, dizendo: “Senhor, isto é demais para mim, não consigo vigiar 24 horas por dia, minuto à minuto, todo esse mal. Como posso ter paz ?”
Nas semanas que se sucederam, fui recebendo as respostas de Deus. Tudo foi-se encaixando nos devidos lugares. Paulinho chegando do Pará, para acompanhar sua esposa até Florianópolis, para a realização de uma cirurgia a fim de retirar um câncer no seio esquerdo.
Toledo, comprando as passagens de avião, para ambos.
Larissa , minha filha, arrumou emprego.
Minha saúde se restabelecendo pouco à pouco e me fazendo adquirir a confiança, antes perdida.
A cirurgia de minha nora, foi um êxito e no dia 03 de novembro, Toledo me autorizou a comprar um carro que me fazia muita falta, desde 2006.
Os meus velhos pensamentos não existem mais, não há nada que eu possa fazer sobre eles, exceto vivenciar as experiências que causaram.
O motivo deste livro, vem agora. Tudo que precisamos é AMOR!
Enquanto continuamos a amar, jamais poderemos ser separados de ninguém. Agradeço ao meu advogado, Dr. Henrique Éboli, pela ponte que faz entre Toledo e eu. Saiba que é essa ponte que nos une apesar de divorciados.
Agora tenho certeza que a frase: “Até que a morte nos separe”. Vou continuar acreditando porque amo a mim mesma.
Amo a vida,
Sou digna de amar e ser amada,
Demonstro amor aos outros,
Seu que o amor é eterno, enquanto aprendemos que:
O AMOR ENSINA !!!

Tia Eliana, Lucas, Paola e João Guilherme, na pousada do tio Luizinho, em Alter do Chão-Pá
Capítulo X.
Conclusão:
Sempre demonstrei determinação em meus objetivos de vida, recebi estímulos compensadores, de todos que conviveram comigo. Como demonstra a história deste livro. Ela é real, não tem nada de fictícia !
Enfrentamos, minha família e eu, provas externas e, no entanto, esses mesmos indivíduos encontraram conforto e coragem em meio à adversidades, sob a forma mais simples.
Espero sinceramente que estes 10 capítulos o tenham inspirado e apaziguado, além de estimulá-los a considerar e reconsiderar sua família. Ela é tudo na nossa vida. Queiramos ou não.
Enfrente corajosamente as dificuldades, em que eu nestes momentos de provas, fui forte, mas com o tempo fui me abatendo psicológicamente e adoecendo minha alma.
Fiquei com uma asa quebrada e meus amigos me ajudaram a curá-la com seus carinhos e atenções especiais. (Sonia Reça, mesmo de longe, me amparava com mensagens carinhosas e comoventes).
E por tudo isso que passamos, não sou a única nem serei a última.
Mas uma certeza eu tenho.
O AMOR ENSINA !!!
Elcely Soares Dourado,
A autora
O AMOR ENSINA

SOBRE A AUTORA
Elcely, é Pedagoga e especialista em Psicopedagogia Clínica, não atua na profissão, porque prefere escrever seu blog e agora alguns livros estão vindo à tona.
A autora continua realizando pesquisas sobre psicopedagogia e diversos assuntos sobre espiritualidade, como: vidas passadas e e reencarnação na mesma família.
INFORMAÇÕES SOBRE A PRÓXIMA OBRA DA AUTORA: Consulte o site acima mencionado.
